top of page

Síndico e filho suspeitos de matar corretora são transferidos para presídio de Caldas Novas

  • há 8 minutos
  • 2 min de leitura

Síndico Cleber Rosa e o filho estavam presos em Goiânia e passam a ficar à disposição da Justiça na cidade onde corretora foi morta





Mais Goiás




Os dois principais suspeitos da morte da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foram transferidos para o presídio de Caldas Novas, onde o caso é apurado.


O síndico Cleber Rosa de Oliveira, que confessou o assassinato, e o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, suspeito de ajudar a ocultar provas, estavam detidos em Goiânia desde 28 de janeiro. A Polícia Civil informou que novas atualizações só serão divulgadas após a conclusão do inquérito.


A transferência tem o objetivo de facilitar procedimentos como interrogatórios, diligências e perícias complementares, já que a investigação tramita em Caldas Novas, onde o crime aconteceu.


Celular da corretora


Um dos elementos recentes que reforçam a apuração foi a localização do celular da corretora, encontrado dentro da caixa de esgoto do condomínio onde ela morava.


O aparelho estava submerso desde 17 de dezembro, data do desaparecimento, e foi encontrado durante testes técnicos da perícia. Para os investigadores, o local sugere tentativa de esconder provas digitais.


O telefone passa por análise especializada para verificar se ainda é possível recuperar dados, como mensagens, gravações e registros de localização. A polícia acredita que o conteúdo pode ajudar a esclarecer se Daiane foi atraída ao subsolo após uma interrupção de energia no apartamento.


A corretora tinha o hábito de registrar conflitos e irregularidades no prédio, o que levanta a hipótese de que ela tenha gravado algo pouco antes do crime.


Morte confirmada


A morte foi confirmada após exame pericial que identificou oficialmente ocorpo encontrado 42 dias após o desaparecimento em uma área de mata às margens da rodovia GO-213. O resultado foi enviado ao Instituto Médico-Legal Aristoclides Teixeira. Devido ao avançado estado de decomposição, a identificação foi possível principalmente por análise odontológica.


Segundo o atestado de óbito, a causa da morte foi tiro na cabeça. Após confessar o crime, o síndico indicou o local onde abandonou o corpo, próximo ao Rio Corumbá, na divisa com Ipameri, e afirmou ter jogado a arma na água.


A defesa de Cleber, realizada pelo escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio, declarou que não irá comentar o caso até o fim das investigações, mas afirma que ele segue colaborando com as autoridades. Os advogados também sustentam que Maicon não participou do assassinato.

bottom of page