Polícia conclui inquérito sobre morte de cão Orelha e pede internação de apenas um dos quatro adolescentes
- pereiraalves4
- há 2 horas
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Três adultos foram indiciados sob suspeita de coação a testemunhas
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A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte do cão Orelha e solicitou à Justiça a internação de apenas um dos quatro adolescentes investigados pelo crime ocorrido em Florianópolis, em Santa Catarina. O caso também envolve os maus-tratos ao cão Caramelo e foi encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário.
Segundo a corporação, o pedido de internação se refere ao adolescente apontado como autor da agressão que levou à morte de Orelha, um cão comunitário conhecido na região da Praia Brava, no norte da ilha. No episódio envolvendo Caramelo, quatro adolescentes foram responsabilizados por atos infracionais análogos ao crime de maus-tratos a animais.
Por se tratar de menores de 18 anos, a Polícia Civil de Santa Catarina não divulgou nomes, idades ou endereços dos envolvidos. Todo o procedimento seguiu o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê sigilo absoluto em investigações desse tipo.
Além dos adolescentes, três adultos — dois pais e um tio de investigados — foram indiciados por suspeita de coação a testemunhas no caso de Orelha. As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei e pela Delegacia de Proteção Animal, ambas da capital catarinense.
O ataque que resultou na morte de Orelha ocorreu na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, em uma área cercada por condomínios de alto padrão. Conforme laudos da Polícia Científica, o animal sofreu um golpe contundente na cabeça, possivelmente causado por um chute ou por um objeto rígido, como madeira ou garrafa. Resgatado por moradores no dia seguinte, o cão morreu em uma clínica veterinária devido à gravidade dos ferimentos.
Para identificar o responsável, a Polícia Civil analisou mais de mil horas de imagens de 14 câmeras de segurança, ouviu 24 testemunhas e investigou oito adolescentes. A apuração também incluiu análise de vestimentas registradas em filmagens e o uso de um software de origem francesa para cruzamento de dados de localização no horário do crime.
De acordo com os investigadores, o adolescente apontado como autor deixou um condomínio às 5h25 e retornou às 5h58, acompanhado de uma amiga. Em depoimento, ele afirmou ter permanecido na área da piscina, versão contradita pelas imagens e pelos relatos colhidos.
No mesmo dia em que foi identificado como suspeito, o adolescente viajou para fora do Brasil, permanecendo no exterior até 29 de janeiro, quando foi interceptado no aeroporto ao retornar. Durante a abordagem, um familiar teria tentado esconder um boné rosa e um moletom reconhecidos nas gravações. Inicialmente, o parente alegou que a peça havia sido comprada na viagem, mas o próprio adolescente admitiu que já possuía o agasalho.
Segundo a Polícia Civil, o sigilo da investigação foi mantido para evitar a fuga do suspeito e a destruição de provas. Diante da gravidade do caso envolvendo Orelha, foi solicitada a internação do adolescente.
Já no caso de Caramelo, os quatro adolescentes foram responsabilizados por atos infracionais relacionados a maus-tratos. Conforme a investigação, o cão chegou a ser arremessado ao mar, mas conseguiu escapar. Posteriormente, o animal foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.






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