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Anvisa aprova indicação de Ozempic e Wegovy para reduzir risco de infarto e AVC

Agência diz que estudos mostraram redução significativa de riscos, mas sem divulgar percentual





Mais Goiás




A Anvisa aprovou nesta segunda-feira (2) uma nova indicação da semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, permitindo o uso dos medicamentos para reduzir o risco de infarto e AVC em adultos com doença cardiovascular estabelecida, além de pessoas com obesidade ou sobrepeso.


A decisão amplia oficialmente as recomendações do fármaco, antes associado principalmente ao tratamento do diabetes e da obesidade.


Com a autorização, médicos passam a poder prescrever Ozempic e Wegovy com o objetivo de diminuir a ocorrência dos chamados eventos cardiovasculares adversos maiores, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).


Os medicamentos, desenvolvidos pela farmacêutica Novo Nordisk, ganharam popularidade nos últimos anos pelos resultados rápidos na perda de peso.


Segundo o cardiologista Silvio Giopato, do Hospital das Clínicas da Unicamp, a nova indicação tem potencial para reduzir a incidência de infartos no longo prazo. No entanto, ele destaca que o alto custo ainda é um obstáculo para grande parte da população.


Atualmente, os preços do Ozempic e do Wegovy variam entre R$ 825 e R$ 1.799, dependendo da dosagem, e os medicamentos não estão disponíveis pelo SUS.


Giopato avalia que o fim da patente do Ozempic, previsto para março, pode ajudar a tornar o tratamento mais acessível. Apesar disso, a proximidade do prazo tem provocado uma intensa disputa de lobbies no Congresso Nacional, conforme já noticiado pela imprensa.


“É importante lembrar que, apesar de os sinais positivos começarem a aparecer entre dois e três anos, o benefício pleno só ocorre com o uso contínuo do medicamento. Nesse ponto, o aspecto econômico pesa muito, tornando a terapia inacessível para a maioria da população”, explica o cardiologista.


De acordo com a Anvisa, o pedido de ampliação da indicação foi baseado em um estudo clínico apresentado pela fabricante, que demonstrou que a semaglutida, quando associada a dieta hipocalórica e aumento da atividade física, reduziu de forma significativa a ocorrência de infartos e AVCs. A agência, no entanto, não detalhou os resultados específicos da pesquisa.


Os medicamentos podem contribuir para a redução dos altos índices dessas doenças no Brasil, onde infartos e AVCs são responsáveis por cerca de 400 mil mortes por ano.


Além disso, a agência reguladora também autorizou o uso do Ozempic para o tratamento de pacientes com diabetes tipo 2 e doença renal crônica, condições frequentemente associadas. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), de 2024, apontam que 29% dos pacientes em diálise no Brasil são diabéticos.


O diabetes é a principal causa de doença renal crônica no mundo. A elevação persistente da glicose no sangue danifica os vasos sanguíneos dos rins, responsáveis pela filtragem do sangue.


Segundo a Anvisa, o estudo apresentado pela farmacêutica indicou que o uso da semaglutida, aliado ao tratamento padrão, reduziu de forma relevante a progressão da insuficiência renal e as mortes causadas por eventos cardiovasculares adversos maiores.


Se quiser, posso sugerir subtítulos, adaptar para versão mais curta, ou ajustar ainda mais para o padrão exato do Mais Goiás (com lead mais direto ou mais informativo).



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