Polícia civil cumpre mandados de prisão e busca contra investigado por fraudes na venda de cartas de consórcio em Mineiros
A investigação teve início após uma vítima relatar que negociou com o investigado a aquisição de uma suposta carta de consórcio já contemplada, no valor de R$ 272 mil.
GRUPO ESPECIAL DE INVESTIGAÇÕES CRIMINAIS DE MINEIROS – GEIC/MINEIROS

A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio do Grupo Especial de Investigações Criminais de Mineiros – GEIC/Mineiros, com apoio do Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais de Rio Verde – GEPATRI/Rio Verde, cumpriu, na data de hoje, mandado de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão expedidos contra um investigado pela prática de estelionato mediante fraude eletrônica.
A investigação teve início após uma vítima relatar que negociou com o investigado a aquisição de uma suposta carta de consórcio já contemplada, no valor de R$ 272 mil. Para concretizar o negócio, foram realizadas cinco transferências via PIX, que totalizaram R$ 50 mil, destinadas à conta bancária de uma empresa administrada pelo investigado.
Após receber os valores, o investigado teria informado que o crédito seria liberado no prazo de 60 dias. Contudo, o prazo transcorreu sem a entrega da carta de crédito. Posteriormente, foram apresentadas sucessivas justificativas e promessas de restituição que não foram cumpridas. Embora tenha sido firmado um contrato para devolução parcelada do dinheiro, nenhuma das parcelas foi devidamente paga.
No decorrer das diligências, a Polícia Civil identificou outros registros policiais e processos judiciais envolvendo fatos semelhantes, especialmente na região de Rio Verde, com possível repetição do mesmo modo de atuação: oferta de carta de crédito contemplada, exigência de pagamento antecipado, promessa de liberação do crédito e posterior ausência de entrega ou devolução dos valores.
Além da prisão preventiva e das buscas, a Justiça autorizou a apreensão de documentos, contratos, comprovantes e aparelhos eletrônicos de interesse da investigação, bem como a extração dos dados dos dispositivos eventualmente apreendidos.
Também foi determinado o bloqueio judicial de bens e valores pertencentes ao investigado e à pessoa jurídica a ele vinculada, até o limite de R$ 50 mil, com a finalidade de assegurar eventual ressarcimento do prejuízo suportado pela vítima.
As investigações prosseguem para análise do material apreendido, identificação de possíveis novas vítimas e apuração completa da extensão das condutas investigadas.
A Polícia Civil ressalta que eventuais vítimas de fatos semelhantes podem procurar a unidade policial mais próxima para registrar a ocorrência e apresentar documentos relacionados às negociações.
POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE GOIÁS
14ª DELEGACIA REGIONAL DE POLÍCIA – JATAÍ
GRUPO ESPECIAL DE INVESTIGAÇÕES CRIMINAIS DE MINEIROS – GEIC/MINEIROS


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