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Bancário confessa ter colocado câmera em banheiro de Smart Fit em Goiânia e revela motivo

há 39 minutos
2 min de leitura

Inicialmente, havia a suspeita de que o responsável pudesse ser um funcionário da academia, mas avanço das investigações apontou para aluno da unidade




Portal 6




Um bancário confessou ter instalado uma minicâmera no banheiro masculino de uma unidade da Smart Fit, no Setor Bueno, em Goiânia, para gravar frequentadores sem o conhecimento deles.


Em depoimento à Polícia Civil, o investigado afirmou que colocou o equipamento porque “gostava de ver” as imagens registradas.


Inicialmente, havia a suspeita de que o responsável pudesse ser um funcionário da academia. O avanço das investigações, porém, apontou para um aluno da unidade.


A identificação ocorreu após os investigadores compararem os horários das gravações encontradas no equipamento com os registros de entrada dos alunos pelas catracas da academia.


Ao todo, o material apreendido reúne cerca de duas horas de gravações ininterruptas. As imagens mostram que a câmera foi posicionada de forma discreta no mictório e registrou momentos íntimos de diferentes frequentadores sem que eles percebessem.


A partir do cruzamento entre o horário em que o equipamento começava a funcionar e os registros do sistema de controle de acesso, a Polícia Civil chegou ao bancário.


Nesta terça-feira (22), policiais do 4º Distrito Policial cumpriram um mandado de busca e apreensão no apartamento do investigado, no Setor Marista.


Computadores, celulares e outras mídias digitais foram recolhidos e serão submetidos à perícia. O bancário também foi levado à delegacia, onde prestou depoimento e admitiu ter instalado a câmera.


Conforme relatado durante a investigação, ele alegou que buscava satisfação pessoal com as gravações.


Investigação continua


Neste momento, o bancário responderá ao processo em liberdade. Segundo as informações divulgadas, não há previsão de prisão preventiva para o crime de registro não autorizado de intimidade e nudez nas circunstâncias apuradas até agora.


A investigação, entretanto, ainda deverá analisar o conteúdo dos equipamentos encontrados no apartamento.


A perícia buscará descobrir, entre outros pontos, se as gravações foram compartilhadas ou comercializadas. Caso sejam encontradas evidências nesse sentido, poderá haver mudança no enquadramento criminal e um eventual pedido de prisão à Justiça.



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