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Operação investiga fraude milionária com cartões de benefícios em SP

há 30 minutos
2 min de leitura

Investigação aponta fraude em contratos com mais de 220 municípios e prejuízo superior a R$ 800 mil somente em Barro Alto (GO)



O Hoje




A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quarta-feira (23) a Operação Fake Card contra um grupo suspeito de desviar milhões de reais destinados a cartões de vale-alimentação e vale-refeição.


A ação cumpre três mandados de prisão temporária, seis de busca e apreensão e determina o bloqueio de bens e valores. As medidas são realizadas em Barueri, Limeira e São Paulo, com apoio da Polícia Civil paulista e do CiberLab do Ministério da Justiça.


A investigação começou em Barro Alto, em Goiás, após uma empresa contratada pela prefeitura para administrar os benefícios dos servidores deixar de repassar os valores aos estabelecimentos credenciados.


Segundo a PCGO, os atrasos começaram em meados de 2025 e os pagamentos foram interrompidos em setembro daquele ano. Apenas em Barro Alto, os prejuízos aos comerciantes ultrapassam R$ 800 mil, incluindo um estabelecimento que afirma ter perdido mais de R$ 200 mil.


A apuração aponta que a empresa mantinha contratos com mais de 220 municípios de Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.


De acordo com os investigadores, a empresa oferecia descontos elevados nas licitações, com deságios médios de 17% e que chegavam a 30,5%, e utilizava recursos de novos contratos para cobrir compromissos antigos. Quando a entrada de novos municípios diminuiu, o sistema teria entrado em colapso.


A polícia também identificou movimentações que indicariam tentativa de ocultar os valores por meio de empresas ligadas aos investigados e contas pessoais. Ao todo, cerca de R$ 1 milhão em bens e recursos de quatro pessoas físicas e três empresas foi alvo de sequestro ou bloqueio, incluindo seis imóveis em Limeira e São Paulo.


Os investigados podem responder por apropriação indébita, estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, enquanto a investigação continua para identificar toda a estrutura do grupo.

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