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Médicos denunciam cortes de até 20% nos pagamentos e redução de equipes em Rio Verde

há 19 minutos
2 min de leitura

Profissionais relatam mudanças em escalas de hospitais e UPAs e demissões na rede municipal; Prefeitura ainda precisa esclarecer os motivos e o alcance das medidas




Metrópoles




Médicos que atendem na rede pública de Rio Verde, no Sudoeste de Goiás, denunciam cortes nos pagamentos e redução de equipes em unidades de saúde do município. Segundo os relatos, as mudanças foram comunicadas nesta semana, sem negociação prévia, e podem atingir até pagamentos de plantões já realizados.


Uma médica que pediu para não ser identificada afirmou que recebeu o aviso por WhatsApp. “Avisaram ontem [13 de outubro] e vai vir descontado no próximo recebimento. Corte geral na saúde do município. Salário dos médicos, escalas médicas em hospital e UPA, demissão em massa da equipe multidisciplinar. Tudo avisado pelo WhatsApp sem documento nenhum”, relatou.


De acordo com os profissionais, a redução nos valores pagos seria de 20% no novo Hospital Municipal Universitário e de 17% no Hospital Materno Infantil. Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), também teriam ocorrido mudanças nos valores dos plantões, mas os percentuais não foram informados. Em uma carta de repúdio, médicos afirmam que a redução de 17% poderá incidir inclusive sobre plantões já realizados.


A carta foi redigida internamente e disseminada digitalmente — principalmente por meio de aplicativos de mensagens (como grupos de WhatsApp de médicos do sudoeste goiano) e redes sociais — com o objetivo de alcançar a imprensa regional e as autoridades na tentativa de reverter os cortes.


Os relatos também apontam mudanças nas escalas médicas: uma UPA teria perdido o atendimento de pediatria, enquanto o Hospital Materno Infantil teria ficado sem a escala de radiologia. Há ainda denúncias de demissões de técnicos de enfermagem e enfermeiros em Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Não foram informados quantos profissionais teriam sido desligados nem quais unidades foram afetadas ainda.


Na carta, os médicos dizem que os valores haviam sido previamente acordados e classificam a redução como “injusta, desrespeitosa e juridicamente questionável”. Os profissionais também contestam a forma como foram comunicados e afirmam que não receberam documentos que justificassem as mudanças.


A categoria acionou o Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego), que, segundo os relatos, analisa o caso com sua equipe jurídica. O Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) também teria sido comunicado por intermédio do sindicato.


O Simego disse que o caso foi repassado para a diretoria regional do sindicato, e que o próximo passo será avaliado conjuntamente com a categoria. A Prefeitura ainda precisa esclarecer os motivos e o alcance das medidas, segundo os médicos.


Os médicos temem que a retirada de escalas e a redução das equipes afetem o atendimento à população, especialmente em serviços de urgência e emergência. Ainda não há informações sobre como a Prefeitura pretende reorganizar os atendimentos de pediatria e radiologia ou garantir a cobertura nas unidades atingidas.


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