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Goiás registra alta de 86% nas mortes por afogamento

  • há 14 horas
  • 2 min de leitura

Goiás registrou 54 óbitos entre janeiro e julho de 2026, contra 29 no mesmo período do ano passado, mesmo com queda no número de atendimentos



O Hoje





O número de mortes por afogamento registradas em Goiás aumentou 86,2% entre janeiro e julho deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025.


Dados do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBM-GO) mostram que, nos primeiros sete meses de 2026, foram contabilizados 90 atendimentos de resgate relacionados a afogamentos e 54 óbitos. No ano passado, foram 93 atendimentos e 29 mortes.


A diferença entre os números chama atenção porque, embora a quantidade de atendimentos tenha apresentado uma pequena redução, o total de mortes quase dobrou.


Foram três ocorrências a menos registradas pelos bombeiros, mas 25 óbitos a mais. Em 2025, os 29 óbitos representavam cerca de 31,2% dos atendimentos contabilizados. Neste ano, a proporção chegou a 60%.


Os números indicam um cenário de maior gravidade entre as ocorrências registradas em 2026. A proporção, no entanto, não deve ser interpretada como uma taxa de letalidade epidemiológica, já que os registros de atendimento e óbito da ficha de resgate podem ter características diferentes.


Ainda assim, o avanço das mortes reforça o alerta para os riscos presentes em rios, cachoeiras, lagos, represas, clubes e outros locais utilizados para banho e lazer.


O período analisado inclui os meses de maior movimentação em pontos turísticos de Goiás, especialmente durante as férias escolares. Com o aumento da presença de moradores e turistas em áreas de água, também cresce a necessidade de medidas preventivas e de atenção às condições de cada local.


Atendimentos caem, mas mortes sobem


A comparação dos registros mostra uma mudança no cenário das ocorrências. Entre janeiro e julho de 2025, o CBM-GO contabilizou 93 atendimentos e 29 óbitos. No mesmo intervalo deste ano, foram 90 atendimentos e 54 mortes.


Em termos percentuais, a quantidade de atendimentos caiu aproximadamente 3,2%, enquanto o número de óbitos cresceu 86,2%. A diferença evidencia que uma redução no volume de chamados não significa necessariamente uma diminuição da gravidade dos acidentes.


O afogamento pode evoluir rapidamente e, em muitos casos, a vítima não consegue pedir ajuda. Correntezas, mudanças repentinas de profundidade, pedras, galhos, bancos de areia e dificuldades para retornar à margem estão entre os fatores que podem aumentar o risco em ambientes naturais.


A situação também preocupa porque muitos desses locais não contam com estrutura permanente de salvamento. Mesmo quando há sinalização, alguns visitantes entram na água em áreas proibidas ou ignoram recomendações de segurança.


Durante o mês de julho, o Corpo de Bombeiros reforçou a presença em regiões turísticas por meio da Operação Férias Turismo Seguro 2026. A ação ocorreu entre os dias 1º e 27 de julho e mobilizou aproximadamente 400 militares. As equipes atuaram em locais de maior circulação de turistas, com reforço principalmente nos fins de semana.


Ao longo da operação, foram realizados mais de 2,5 mil atendimentos, entre ações preventivas, emergências clínicas, princípios de afogamento e ocorrências de resgate.


A corporação empregou guarda-vidas, mergulhadores, equipes de salvamento aquático, resgate e combate a incêndios, além de estrutura de transporte aeromédico e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel.

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