Suspensão de carnes brasileiras pela União Europeia pode causar prejuízo de R$ 16,8 milhões por mês a Goiás
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A gerente de Internacionalização da Fieg explicou que a suspensão das exportações de carnes goianas para a União Europeia não está relacionada a contaminação dos produtos brasileiros. Segundo ela, a medida foi tomada por exigências sanitárias e documentais do bloco europeu
Jornal Opção

A sanção da União Europeia (EU) que entrou em vigor nesta quinta-feira, 3, suspendeu importações de carnes e produtos de origem animal do Brasil, incluindo aves, bovinos, suínos, peixes de cultivo, mel, equinos e ovos. O prejuízo estimado para Goiás é de US$ 16,8 milhões por mês.
Em 2025, o estado exportou US$ 190 milhões em produtos de origem animal para a UE, e entre janeiro e julho de 2026 foram US$ 96 milhões, 14% menos que no mesmo período anterior. As carnes bovinas representaram 90% desse total.
Os frigoríficos mais prejudicados são a JBS, em Mozarlândia, e a Minerva Foods, em Palmeiras de Goiás, ambos voltados ao mercado premium europeu.
Por meio de nota, a federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) recomenda redirecionar a produção para mercados como China, Estados Unidos, Japão, Indonésia e Coreia do Sul. O risco é que outros países sigam o exemplo europeu, como já ocorreu com a Noruega, que adotou restrição semelhante.
Juliana Tormin, gerente de Internacionalização da Fieg, explicou que a suspensão das exportações de carnes goianas para a União Europeia não está relacionada a contaminação dos produtos brasileiros. Segundo ela, a medida foi tomada por exigências sanitárias e documentais do bloco europeu.
“Essa suspensão não é uma questão de contaminação da carne exportada pelo Brasil. É uma questão sanitária, mas de exigência do mercado europeu. O ponto central é a comprovação documental e o controle de rastreabilidade”, disse.
Sem comprovação suficiente
Segundo ela, o prazo para regularização foi até esta quinta-feira, 3, mas não houve comprovação suficiente por parte das autoridades sanitárias brasileiras. “A partir do momento que se conseguir comprovar tudo direitinho, já é liberada a entrada com toda essa rastreabilidade”, apontou.
A estimativa preliminar apresentada pela Fieg indica impacto mensal de até R$ 16,8 milhões. “Os setores mais impactados são o de carnes de aves, bovino, suíno, peixe de cultivo, mel, equinos e ovos. A carne bovina tem um ciclo de criação mais extenso, podendo levar até 30 meses até o corte estar pronto para exportação”, detalhou.
A gerente apntou que a Superfrango está entre os frigoríficos mais atingidos, já que exporta grande parte de sua produção para a Europa. “Eles exportam muito para Europa, que paga muito bem. Por mais que o volume não seja tão grande, a quantidade exportada tem valor agregado. O volume é menor, mas somos muito bem remunerados”, afirmou.
Juliana acrescentou que outros frigoríficos dos setores de carnes suína e bovina também estão sendo afetados, mas ainda não houve manifestação oficial.


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