Mortes caem 7,6%, mas acidentes aumentam 13% nas rodovias federais de Goiás
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Levantamento aponta redução de 7,64% no número de óbitos entre janeiro e agosto, enquanto autuações por infrações graves disparam
Jornal Opção

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou redução no número de mortes nas rodovias federais que cortam Goiás entre janeiro e agosto de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo balanço da Superintendência da PRF em Goiás, foram 133 óbitos nos primeiros oito meses deste ano, contra 144 em 2025, queda de 7,64%.
O número de acidentes com mortes também diminuiu, passando de 119 para 110, redução de 7,56%. Apesar disso, o total de sinistros aumentou 13,35%, de 1.498 para 1.698 ocorrências.
O crescimento foi registrado tanto nos acidentes sem vítimas, que passaram de 287 para 342, quanto naqueles com feridos, que subiram de 1.092 para 1.246. O número de pessoas feridas também aumentou, de 1.642 para 1.802, alta de 9,74%.
Os dados consolidados pela PRF-GO abrangem o período de 1º de janeiro a 31 de agosto de 2025 e 2026 e consideram as rodovias federais que atravessam o Estado.
Fiscalização
As ações de fiscalização registraram aumento no número de pessoas abordadas. Foram 277.991 consultas e procedimentos em 2026, ante 274.639 no mesmo período do ano passado, crescimento de 1,22%. Já as fiscalizações de veículos apresentaram leve redução, de 268.084 para 267.238.
Nos procedimentos relacionados à alcoolemia, o número de pessoas fiscalizadas passou de 36.818 para 39.279, alta de 6,68%. As autuações por constatação de embriaguez subiram de 12 para 87, enquanto aquelas motivadas pela recusa ao teste do etilômetro passaram de 38 para 553.
Apesar do aumento das autuações, o número de pessoas detidas por crime de alcoolemia caiu de 98 para 92, redução de 6,12%.
Infrações graves
O balanço também aponta crescimento expressivo das autuações por infrações relacionadas à segurança no trânsito. As multas pelo uso de celular ao volante saltaram de 17, em 2025, para 1.243 neste ano, aumento de 7.211,76%.
As autuações pela falta do cinto de segurança também cresceram. Entre os condutores, passaram de 41 para 2.143. No caso de passageiros sem o equipamento, o número subiu de 32 para 769.
Também houve aumento nas autuações pelo transporte de crianças sem o dispositivo de retenção adequado, que passaram de 26 para 254 no período analisado.


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