Dentista matou jornalista Delson Carlos durante discussão por desocupação de apartamento, conclui polícia
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Crime aconteceu em julho, no apartamento onde o jornalista morava. Renata de Almeida foi indiciada por homicídio e lesão corporal.
G1-Goiás

A Polícia Civil concluiu que a dentista Renata de Almeida matou o jornalista Delson Carlos durante uma discussão motivada pela desocupação de um apartamento.
O crime ocorreu em Goiânia, no imóvel onde a vítima morava, e a investigada foi indiciada pelos crimes de homicídio e lesão corporal. As imagens da TV Anhanguera mostram a suspeita no hall do elevador, onde havia marcas de sangue.
O crime aconteceu no dia 24 de julho. Ao g1, a defesa informou que vai se manifestar assim que o inquérito policial for juntado ao processo. A dentista segue presa, informou o advogado Paulo Henrique Maia.
Renata foi indiciada por homicídio qualificado contra Delson e lesão corporal contra a companheira dela, Márcia Maria Carolli. Em depoimento à polícia, Márcia tentou interferir no momento da agressão e sofreu uma lesão no ombro e no antebraço. O jornalista e a dentista eram amigos há cerca de 10 anos.
Relembre o caso
O jornalista e colunista social Delson Carlos foi morto com um golpe de faca no tórax na noite de 24 de julho, dentro de um apartamento no Setor Bueno, em Goiânia. O crime ocorreu durante um desentendimento com a dentista Renata de Almeida Pedreira e Sousa.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, a discussão teve início porque Renata, proprietária do imóvel, exigia que o jornalista desocupasse o apartamento onde ele residia. Os dois mantinham uma relação de amizade de mais de dez anos.
Durante a confusão, a companheira de Renata tentou intervir para conter o ataque e proteger Delson, mas acabou sendo ferida com golpes de faca no ombro e no antebraço. Ela e o jornalista ainda tentaram fugir pelo corredor do condomínio, mas Delson não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no 5º andar do prédio.
Após o ataque, a dentista trancou-se no apartamento e foi detida após intervenção tática do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Militar. Renata teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça e foi indiciada pelos crimes de homicídio qualificado e lesão corporal.


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