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Estagiária de direito denuncia secretário de Defesa Social de Guapó por assédio sexual após ele a colocar contra a parede e pedir beijo

  • há 19 horas
  • 2 min de leitura

Jovem relatou que importunações começaram há 2 meses. Secretário foi afastado de suas funções pela prefeitura.



G1-Goiás




O secretário de Defesa Social de Guapó, Hylario de Carvalho Mota, de 49 anos, foi denunciado por uma estagiária de direito, de 20, por assédio sexual, segundo a Polícia Civil. À TV Anhanguera, a jovem contou que o suspeito tentou pressioná-la contra uma parede e pediu para beijá-la, enquanto segurava ela.


Em nota, a Prefeitura de Guapó informou que foi aberto um procedimento administrativo para apurar o caso e que Hylario foi afastado de suas funções. O município também pontuou que busca combater os casos de assédio, violência ou discriminação no serviço público.


. À TV Anhanguera, Hylario afirmou que, como o processo corre em segredo de justiça, não irá se manifestar sobre o ocorrido.


O caso foi denunciado no dia 7 de agosto. De acordo com a jovem, as importunações começaram há cerca de dois meses. Ela contou que Hylario buscava aproximação, sentando perto da mesa dela e tentando abraçá-la. Até que no dia 31 de julho, teria acontecido o fato mais grave, após o secretário ter dito que queria ensiná-la um golpe conhecido como "mata-leão".


"Ele falou: 'Vem cá que eu te mostro'. Eu falei: 'Não precisa'. Aí ele chegou e passou o braço. Eu disse: 'Não, tá bom, pode parar, para'. Foi quando ele me virou, segurando no meu braço, segurou meu corpo contra o dele, querendo colocar meu corpo contra a parede", afirmou.


A jovem contou que o secretário teria segurado ela na cintura e na nuca e pedido um beijo. Ela contou que pediu diversas vezes que ele parasse, até que ela conseguiu empurrar o secretário.


Depois disso, a jovem contou que o secretário começou a pedir desculpas pelo ocorrido. "[Ele] me deu um abraço sem a minha permissão e eu fiquei paralisada", afirmou.


Segundo apurado pela reportagem da TV, a jovem contou a situação à mãe dela, mas decidiu não denunciar inicialmente, pois precisava do salário pago pelo estágio. Mas, ainda com medo, ela não conseguiu voltar ao trabalho e resolveu fazer a denúncia.


Uma medida protetiva foi solicitada pela polícia ao Tribunal de Justiça de Goiás, mas o pedido foi negado pelo órgão, que considerou não haver relação íntima, doméstica ou familiar entre os envolvidos. Apesar disso, a juíza responsável pela ação optou por aplicar uma medida cautelar que proíbe Hylário de manter contato com a jovem.


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