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Delegado que prendeu advogada em flagrante é chamado para ser ouvido pela Polícia Civil

  • há 22 horas
  • 2 min de leitura

Prisão teria sido motivada após a profissional criticar o arquivamento de uma ação na qual havia sido chamada de "loira idiota"





Portal 6





O delegado Christian Zilmon foi convocado pela cúpula da Polícia Civil (PC) para comparecer a Goiânia nesta quarta-feira (22).


O chamado ocorre em meio à forte repercussão da prisão em flagrante da advogada Áricka Cunha, efetuada por ele dentro do escritório da profissional, em Cocalzinho de Goiás, na última semana.


A convocação é um desdobramento direto da crise institucional instalada após o episódio.


Embora a corporação não tenha detalhado a pauta da reunião, a medida coincide com a pressão exercida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Goiás, que classificou o ato como arbitrário, e com a investigação aberta pela Superintendência de Correições e Disciplina para avaliar a conduta do policial.


Relembre o caso


A detenção da advogada aconteceu na quarta-feira (15), após ela criticar publicamente uma decisão de Zilmon. O delegado havia arquivado uma denúncia de injúria feita por Áricka, alegando que o termo “loira idiota”, dirigido a ela por um servidor público, não configurava crime.


Inconformado com as críticas postadas pela advogada nas redes sociais, o delegado foi até o local de trabalho da profissional e deu voz de prisão por difamação. Áricka chegou a ser algemada e só deixou a delegacia após o pagamento de uma fiança de R$ 10 mil.


Recentemente, Christian Zilmon utilizou as redes sociais para rebater as acusações de abuso. Em vídeo, ele afirmou estar sendo “atacado de forma vil” e sustentou que agiu em defesa da honra. 


Por outro lado, a OAB-GO já formalizou representações criminais e administrativas e sustenta que houve violação das prerrogativas da advocacia e desrespeito à inviolabilidade do escritório.


A defesa de Áricka agora trabalha para anular o auto de prisão, enquanto a Corregedoria da PCGO analisa se houve excesso na atuação de Zilmon durante o flagrante.

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