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SMS inicia transição de gestão das maternidades públicas de Goiânia

Convênios com a Fundahc serão encerrados em 29 de agosto




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A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) oficializou nesta terça-feira (19) o encerramento dos convênios de gestão com a Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc). A medida, que passa a valer no dia 29 de agosto, marca a substituição da fundação por três organizações sociais (OSs) na administração das maternidades públicas da capital.


Na tarde desta terça-feira (19), equipes de transição da SMS e da Fundahc se reuniram com representantes das OSs que assumirão as unidades. Até o dia 28 de agosto, novas agendas de alinhamento serão realizadas para garantir a continuidade dos atendimentos.


De acordo com a SMS, a escolha das instituições foi feita em caráter emergencial, com contratos de três meses e valor total de R$ 38 milhões já empenhado. O Instituto Patris, do Mato Grosso, ficará responsável pelo Hospital e Maternidade Dona Iris (HMDI), com repasse de R$ 16,7 milhões.


A Sociedade Beneficente São José (SBSJ), de São Paulo, assumirá o Hospital Municipal e Maternidade Célia Câmara (HMMCC), recebendo R$ 15,3 milhões.


Já a Associação Hospital Beneficente do Brasil (AHBB), também paulista, será responsável pela Maternidade Nascer Cidadão (MNC), com contrato de R$ 5,9 milhões. O custo mensal estimado é de R$ 12,6 milhões.


Crise nas maternidades de Goiânia e suspensão de atendimentos


A mudança ocorre após uma crise prolongada na gestão da Fundahc, agravada por atrasos nos repasses da SMS. Em julho, partos normais e cesáreas chegaram a ser suspensos no Hospital Célia Câmara devido à dívida com anestesiologistas. Pouco depois, os atendimentos também foram limitados nas outras maternidades, restritos a casos de urgência e emergência.


No fim de julho, a Prefeitura notificou oficialmente a Fundahc sobre o encerramento dos contratos e criou uma comissão de transição. Um relatório assinado pela superintendência de Regulação da SMS apontou falhas administrativas, descumprimento de metas e uso irregular do fundo rescisório entre 2020 e 2024.

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