Rei saudita se torna sócio de gigante do agronegócio brasileiro
- pereiraalves4
- 8 de set. de 2025
- 2 min de leitura
O novo grupo, batizado de MBRF, nasce com faturamento anual estimado em R$ 150 bilhões
Jornal Opção

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, nesta quinta-feira, 5, a fusão entre Marfrig e BRF, duas das maiores companhias do setor de alimentos do país.
O novo grupo, batizado de MBRF, nasce com faturamento anual estimado em R$ 150 bilhões, se consolidando como um dos maiores conglomerados do ramo no Brasil e no mundo.
A operação também insere um personagem de peso no mercado brasileiro: o rei da Arábia Saudita passa a ser sócio relevante da nova companhia, em razão da participação expressiva que o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) já detinha na BRF.
O fundo soberano saudita é o braço financeiro do governo do país e investe globalmente em setores estratégicos, como energia, tecnologia e alimentos.
Com a fusão, a Marfrig — maior produtora de hambúrgueres do mundo — e a BRF — dona de marcas tradicionais como Sadia e Perdigão — integram operações, portfólio e cadeias de produção.
A expectativa do mercado é que a MBRF ganhe robustez para competir em nível global, especialmente no fornecimento de proteínas, tanto para consumo interno quanto para exportação.
Segundo analistas, o movimento consolida o Brasil como plataforma mundial de alimentos, ampliando a capacidade de negociação em mercados estratégicos, sobretudo no Oriente Médio e na Ásia.
O fato de o fundo saudita se tornar acionista direto fortalece ainda mais a posição da companhia nesses mercados, dada a relevância do país no comércio internacional de proteínas.
O aval do Cade foi condicionado a alguns ajustes para garantir concorrência no setor, mas não impediu a formação do gigante. Autoridades do conselho consideraram que a operação não reduz de forma significativa a competitividade, já que outros grandes grupos — como JBS e Minerva — continuam ativos no setor.
A criação da MBRF é vista como um passo histórico no agronegócio nacional, tanto pelo volume movimentado quanto pelo alcance geopolítico da operação.
A presença do rei saudita como sócio da empresa reforça a influência estrangeira no setor, ao mesmo tempo em que abre portas para novos mercados e contratos bilionários de exportação.






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