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Provedores de internet denunciam caos nos postes de energia e cortes sem aviso em Goiânia e em Goiás

Desde junho de 2007, Goiás desativou mais de 384 mil linhas telefônicas, resultando na retirada de aproximadamente 74,3 toneladas de cabos metálicos, sendo 14,6 toneladas apenas em Goiânia, com mais de 75 mil linhas desligadas




Jornal Opção





Em reunião realizada nesta quinta-feira, 9, no Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), autoridades e representantes do setor de telecomunicações se reuniram para discutir o abandono de cabos metálicos nas redes urbanas.


O encontro contou com a presença do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), além de representantes da Anatel, da Equatorial Energia, do Ministério Público e de empresas do setor.


Durante o evento, Romenig Antonio de Lima, que é presidente da Associação das Empresas Prestadoras de Serviço de Telecomunicação e Internet do Centro-Oeste (ASPRES) e diretor do Sindicato das Empresas de Telecomunicações de Goiás (SET-GO), fez um pronunciamento contundente.


Ele destacou os desafios enfrentados pelos provedores de internet diante da ausência de regulamentação para a retirada dos cabos obsoletos e os riscos causados pela negligência na gestão dessas estruturas.


Segundo estudo da SCM Engenharia de Telecomunicações, e apresentado pelo representante dos provedores, foram identificados dois cenários preocupantes:

– Goiás: 384.086 linhas telefônicas desativadas desde junho de 2007, equivalendo a cerca de 74,3 toneladas de cabos metálicos.


– Goiânia: 75.194 linhas desativadas, representando 14,6 toneladas de cabos.

Esses cabos, oriundos de operadoras como Oi, GVT, NET e outras que migraram para fibra óptica ou encerraram suas atividades, permanecem nos postes, gerando riscos à população e dificultando a operação dos provedores.


Cortes sem aviso


Romenig denunciou que a Equatorial Energia tem realizado trocas de postes sem qualquer notificação, cortando cabos indiscriminadamente. “Eles cortam sem avisar. Quando trocam o poste, cortam o cabão. O provedor só descobre quando o cliente liga reclamando. Isso gera prejuízo e perda de cliente”, afirmou.


Em muitos casos, os cabos não são cortados, mas apenas amarrados, criando verdadeiros emaranhados. “O provedor não dá conta de acompanhar. Hoje somos 69% dos acessos residenciais no país. Somos maiores juntos do que Oi, Vivo, Claro e Tim. E não estamos sendo ouvidos”, criticou.

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