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Professor da UFG é demitido após alunas denunciarem abuso sexual

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Segundo apuração da TV Anhanguera, seis estudantes relataram episódios de assédio envolvendo docente da Faculdade de Veterinária.




G1-Goiás





Um professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) foi demitido após estudantes denunciarem episódios de abuso sexual. Segundo apuração da TV Anhanguera, seis alunas relataram situações de assédio envolvendo o docente da Faculdade de Veterinária Victor Rezende Moreira Couto.


A demissão foi publicada no Diário Oficial da União. De acordo com o documento, o professor foi considerado culpado por violação do dever funcional e por usar o cargo para proveito pessoal em detrimento da dignidade da função pública.


Relato da primeira denúncia


A primeira denúncia foi feita por uma ex-aluna que relatou episódios ocorridos em 2017. Ela contou que começou a perceber comportamentos que considerou inadequados para a posição de professor.

“Como ele era do comitê de orientação, comecei a perceber algumas atitudes inadequadas pra posição de professor: pegar no cabelo, pegar no braço”, disse.

A estudante relatou ainda que o professor tentou ficar sozinho com ela em algumas situações. Em um dos episódios, durante o retorno de uma atividade na fazenda escola, ele teria sugerido que os dois fossem para um motel.

“No meio do caminho ele sugeriu que a gente fosse pra um motel que tinha na estrada. Aquilo me assustou muito”, afirmou.

Segundo a ex-aluna, após o episódio o professor continuou enviando mensagens.


Outras alunas procuraram a universidade


De acordo com a TV Anhanguera, em 2023 a ex-aluna foi procurada por outras cinco estudantes da mesma faculdade que relataram situações semelhantes envolvendo o professor. Uma das estudantes afirmou que os relatos começaram a circular entre alunos quando surgiram informações sobre a abertura de um processo administrativo.

“Todos sabiam, mas não tinham certeza até que começaram a aparecer as vias de fatos, que estava sendo aberto processo. E então descobrimos que realmente tinha acontecido”, disse.

A advogada Patricia Zapponi é de uma organização que atua na defesa de mulheres e representou as seis estudantes no processo administrativo. Segundo ela, o professor teria usado a posição na universidade para obter vantagens de cunho sexual.

“Ele dizia que, se as meninas não ficassem com ele, elas não iam ter oportunidade de trabalho, que era um meio masculino e que ele era um homem muito influente”, afirmou.

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