“Prisão desnecessária”, diz defesa de ginecologista preso por abuso de pacientes em Goiás
Investigação revela rastro de abusos que atravessa quase uma década, com crimes relatados desde 2017, sendo atualmente 20 denúncias
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A defesa do ginecologista preso sob suspeita de abuso de pacientes em Goiás, afirma que a prisão do médico é ‘desnecessária’, ao sustentar tese de inocência. Marcelo Arantes Silva, detido nesta quinta-feira (23), foi denunciado por ao menos 20 mulheres na Polícia Civil.
As vítimas são de Goiânia e Senador Canedo, onde ele mantinha atendimentos. Na última semana, o investigado teve registro profissional suspenso pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), razão pela qual está afastado das funções.
Para o advogado Rodrigo Lustosa, por outro lado, a integridade do ginecologista será comprovada na justiça. O médico, segundo ele, tem contribuído com as investigações. “Prevalece a convicção de que ele será mais uma vez absolvido, como já ocorreu em um dos processos”.
Ginecologista enfrenta 20 denúncias
O número de denúncias saltou de cinco para 20 após a divulgação da imagem do médico, medida autorizada pela Justiça para auxiliar na identificação de outras possíveis vítimas.
O histórico detalhado pela polícia aponta um padrão que começou em 2017 e teve um aumento expressivo entre 2025 e 2026, com 18 novos casos registrados nesse período. Segundo a delegada Amanda Menuci, o ginecologista utilizava o consultório para conquistar a confiança das pacientes e praticar atos libidinosos.
Médico está suspenso
Vale destacar que, antes da prisão, o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) já havia suspendido o registro profissional de Marcelo Arantes em 16 de abril por ordem judicial.
A defesa utiliza esse fato para argumentar que, como ele já não poderia atender pacientes, não haveria risco de novos incidentes que justificassem o encarceramento imediato. Veja nota enviada pela entidade:
“O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informa que o registro do médico foi suspenso por ordem judicial. A informação consta no site do Cremego. Sobre as acusações contra o profissional, o Cremego ressalta que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico. O Cremego também solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias”.


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