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“Prisão desnecessária”, diz defesa de ginecologista preso por abuso de pacientes em Goiás

  • há 11 minutos
  • 2 min de leitura

Investigação revela rastro de abusos que atravessa quase uma década, com crimes relatados desde 2017, sendo atualmente 20 denúncias





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A defesa do ginecologista preso sob suspeita de abuso de pacientes em Goiás, afirma que a prisão do médico é ‘desnecessária’, ao sustentar tese de inocência. Marcelo Arantes Silva, detido nesta quinta-feira (23), foi denunciado por ao menos 20 mulheres na Polícia Civil.


As vítimas são de Goiânia e Senador Canedo, onde ele mantinha atendimentos. Na última semana, o investigado teve registro profissional suspenso pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), razão pela qual está afastado das funções.


Para o advogado Rodrigo Lustosa, por outro lado, a integridade do ginecologista será comprovada na justiça. O médico, segundo ele, tem contribuído com as investigações. “Prevalece a convicção de que ele será mais uma vez absolvido, como já ocorreu em um dos processos”.


Ginecologista enfrenta 20 denúncias


O número de denúncias saltou de cinco para 20 após a divulgação da imagem do médico, medida autorizada pela Justiça para auxiliar na identificação de outras possíveis vítimas.


O histórico detalhado pela polícia aponta um padrão que começou em 2017 e teve um aumento expressivo entre 2025 e 2026, com 18 novos casos registrados nesse período. Segundo a delegada Amanda Menuci, o ginecologista utilizava o consultório para conquistar a confiança das pacientes e praticar atos libidinosos.


Médico está suspenso


Vale destacar que, antes da prisão, o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) já havia suspendido o registro profissional de Marcelo Arantes em 16 de abril por ordem judicial.


A defesa utiliza esse fato para argumentar que, como ele já não poderia atender pacientes, não haveria risco de novos incidentes que justificassem o encarceramento imediato. Veja nota enviada pela entidade:


“O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informa que o registro do médico foi suspenso por ordem judicial. A informação consta no site do Cremego. Sobre as acusações contra o profissional, o Cremego ressalta que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico. O Cremego também solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias”.

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