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Mulher morre após ser agredida com socos, chutes e mordidas pelo companheiro no interior de Goiás

  • há 23 horas
  • 2 min de leitura

Vítima foi espancada após crise de ciúmes e chegou a ser abandonada na estrada; suspeito também efetuou disparos e acabou preso após cinco dias de buscas



Jornal Opção





A morte de uma mulher após dias internada escancarou um caso de violência doméstica brutal no interior de Goiás, agora investigado como feminicídio. Andreia Beltrão da Silva, de 45 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira, 23, no Hospital Municipal de Corumbaíba, depois de cinco dias lutando pela vida em decorrência das agressões sofridas.


O crime aconteceu na madrugada do dia 18, após a vítima sair de uma festa com o companheiro, Cleyton Cardoso Machado, de 41 anos, no município de Campinaçu. De acordo com a Polícia Civil, os dois seguiam em uma caminhonete para uma fazenda onde trabalhavam, quando uma discussão teve início dentro do veículo.


Segundo relato da própria vítima à equipe médica, o homem estava embriagado e passou a acusá-la de infidelidade, demonstrando comportamento agressivo. Durante o trajeto, ele parou o carro, arrastou Andreia para fora e iniciou uma sequência de agressões.


A mulher foi espancada com socos, chutes e chegou a sofrer mordidas pelo corpo. Em meio à violência, o agressor ainda teria montado sobre ela para continuar os ataques. Na tentativa de escapar, Andreia jogou areia nos olhos do companheiro para conseguir se desvencilhar.


Ainda conforme o boletim de ocorrência, o homem estava armado com uma espingarda e efetuou dois disparos, enquanto fazia ameaças de morte. Após o episódio, ele teria apresentado um comportamento momentâneo de arrependimento e deixou a vítima na entrada da fazenda onde o casal trabalhava, local de onde o socorro foi acionado.


Andreia foi levada inicialmente ao Hospital Municipal de Campinaçu, com diversas lesões, e posteriormente encaminhada para Corumbaíba, onde não resistiu.


Após o crime, equipes das polícias Civil e Militar iniciaram buscas pelo suspeito, que fugiu em uma caminhonete. As diligências se estenderam por áreas rurais e municípios da região, incluindo Minaçu, Porangatu, Uruaçu e Caldas Novas, com apoio de unidades especializadas, como a Patrulha Maria da Penha.


Segundo o delegado responsável, Afonso Vitor Leite de Lima, a perseguição ocorreu de forma contínua desde o dia dos fatos, o que caracteriza a situação como flagrante mesmo dias depois. “Trata-se de uma perseguição ininterrupta, o que autoriza a formalização da prisão em flagrante, mesmo com o lapso temporal”. 


O investigado acabou se apresentando na Delegacia de Polícia de Minaçu, acompanhado de advogado, mas foi preso no local. Durante o depoimento, ele optou por permanecer em silêncio.


Inicialmente, a Polícia Civil já havia solicitado a prisão temporária do suspeito. Com a morte da vítima, no entanto, o caso ganhou nova gravidade, e a autoridade policial passou a representar pela prisão preventiva.


Após a prisão em flagrante ser ratificada, o pedido de conversão para preventiva foi encaminhado à Justiça. O investigado deve passar por audiência de custódia, quando será decidido se ele permanecerá preso durante o andamento do processo.

O caso segue em investigação.

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