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Polícia pede prisão de dois suspeitos da execução do delegado Ruy Ferraz Fontes

Ex-delegado-geral da Polícia Civil, que atuou contra o PCC, foi morto a tiros por criminosos nesta segunda (15) em Praia Grande, litoral de São Paulo.





G1




A polícia de São Paulo identificou o segundo suspeito da execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes e pediu à Justiça a prisão dos dois, segundo o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite.


Ruy, que atuou contra o PCC, foi assassinado a tiros na tarde de segunda-feira (15) em Praia Grande. Os criminosos fizeram ao menos 21 disparos de fuzil.


Segundo o secretário, os criminosos não conseguiram atear fogo em um segundo veículo utilizado no crime, um Renegade, e a Polícia Técnico-Científica conseguiu coletar material para identificação dos envolvidos. Os homens foram identificados por meio de impressões digitais.


Mais cedo, no velório do corpo do delegado Ruy, Derrite afirmou que o primeiro suspeito identificado já foi preso ao menos quatro vezes, sendo duas por tráfico de drogas e duas por roubo. Durante a adolescência, ele também foi apreendido. A identidade dele não foi divulgada.


Ele ainda destacou a agilidade da investigação: “Quero registrar publicamente a confiança que nós temos nas instituições do estado de São Paulo, em especial no trabalho investigativo da Polícia Civil, que em poucas horas já conseguiu identificar um dos indivíduos envolvidos nesse crime bárbaro. Assim que soubermos exatamente qual foi a participação dele, vamos relatar para vocês”.


Há pelo menos duas linhas de investigação sobre a morte do delegado Ruy.


  • Vingança em razão da atuação histórica de Ruy Fontes contra os chefes do PCC

  • Reação de criminosos contrariados pela atuação dele à frente de Secretaria de Administração da Prefeitura de Praia Grande.


O governador Tarcísio de Freitas determinou mobilização total da polícia. “Estou estarrecido. É muita ousadia. Uma ação muito planejada, por tudo que me foi relatado”, afirmou o governador.


A SSP-SP criou uma força-tarefa integrada das polícias Civil e Militar. Ambos os departamentos contam com policiais que têm muitos informantes no crime organizado e que podem ajudar a elucidar a execução de Ruy.

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