Piso nacional a professores temporários: entenda o que muda após decisão do STF
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Entendimento do Supremo impacta salários e pressiona estados e municípios
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O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, por unanimidade, que os professores temporários da educação básica também têm direito ao piso nacional do magistério, atualmente fixado em R$ 5.130,63 para jornada de 40 horas semanais.
A medida amplia o alcance da legislação, que antes garantia o valor apenas aos docentes efetivos, e deve impactar diretamente estados e municípios, responsáveis pelo pagamento dos salários na rede pública.
Piso nacional vale para professores temporários
Pela tese fixada pelo STF, o piso nacional previsto na legislação de 2008 passa a ser aplicado a todos os profissionais do magistério público da educação básica, independentemente do tipo de vínculo com a administração pública. Na prática, isso significa que os professores temporários passam a ter o mesmo direito ao valor mínimo salarial que os efetivos.
Antes da decisão, havia entendimento de que a diferença de regime jurídico poderia justificar remunerações distintas. Com o novo posicionamento da Corte, essa distinção não se aplica ao pagamento do piso.
Decisão do STF e combate à precarização
Durante o julgamento, ministros criticaram o crescimento das contratações de professores temporários no país. Dados do Censo Escolar de 2025 apontam que, dos 1.908.735 docentes da educação básica pública, cerca de 43% (813.010) atuam sob contratos temporários.
A situação é ainda mais intensa nas redes estaduais, onde 49% dos 686.156 professores não são efetivos. Para o relator, ministro Alexandre de Moraes, esse cenário representa um desvirtuamento da regra, já que a contratação temporária deveria ser exceção.
Segundo ele, o modelo contribui para a precarização do trabalho docente, com salários menores, menos direitos trabalhistas e maior instabilidade, além de prejudicar o processo de ensino e aprendizagem devido à alta rotatividade.
Piso nacional professores temporários
Com a decisão do STF, estados e municípios ficam obrigados a pagar o piso nacional também aos professores temporários, incluindo eventuais diferenças salariais e reflexos em outras parcelas.
O piso é atualizado anualmente com base na variação do Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica. Em janeiro, o governo federal reajustou o valor em 5,4%, acima da inflação, elevando o salário mínimo da categoria para R$ 5.130,63 — aumento de R$ 262,86.
Professores com jornadas diferentes devem receber valores proporcionais ao piso estabelecido.


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