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PF mira magistrados por venda de sentenças e bloqueia R$ 50 milhões

  • há 46 minutos
  • 2 min de leitura

A Polícia Federal também identificou movimentações financeiras com indícios de triangulação e ocultação de recursos




Metrópoles




A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (1º/4), a Operação Inauditus para investigar um esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Dois desembargadores foram afastados, são eles: Antônio Pacheco Guerreiro Junior e Luiz de França Belchior Junior.


Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em diferentes estados. As ordens foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a investigação, o grupo atuava para direcionar decisões judiciais em processos, com prioridade seletiva e distribuição estratégica.


A apuração aponta a participação de magistrados, assessores e outros envolvidos, que teriam atuado em conjunto para favorecer partes em disputas milionárias, especialmente ligadas a conflitos agrários.


A coluna apurou que os alvos da operação são:


Antônio Pacheco Guerreiro Júnior – desembargador (afastado)

• Luiz de França Belchior Silva – desembargador (afastado)

• Douglas Lima da Guia – juiz de direito

• Tonny Carvalho Araújo Luz – juiz de direito

• Lúcio Fernando Penha Ferreira – ex-assessor

• Sumaya Heluy Sancho Rios – ex-assessora

• Maria José Carvalho de Sousa Milhomem – assessora

• Eduardo Moura Sekeff Budaruiche – assessor

• Francisco Adalberto Moraes da Silva – ex-servidor do TJMA

• Karine Pereira Mouchrek Castro – ex-assessora

• Ulisses César Martins de Sousa – advogado

• Eduardo Aires Castro – advogado

• Antônio Edinaldo de Luz Lucena – empresário

• Lucena Infraestrutura Ltda – empresa investigada

• Manoel Nunes Ribeiro Filho – investigado

• Aline Feitosa Teixeira – investigada• Jorge Ivan Falcão Costa – investigado


A Polícia Federal também identificou movimentações financeiras com indícios de triangulação e ocultação de recursos.


Além das buscas, a Justiça determinou prisão preventiva do principal operador do esquema, afastamento de cinco servidores, monitoramento eletrônico de seis investigados, proibição de acesso ao TJMA e bloqueio de bens de até R$ 50 milhões.


As medidas atingem gabinetes, escritórios de advocacia e empresas. As ações ocorrem em cidades do Maranhão, além de endereços no Ceará, em São Paulo e na Paraíba. Segundo a PF, as penas somadas podem chegar a 42 anos de prisão.


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