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PF e PGR veem nova delação de Daniel Vorcaro com ceticismo, e acordo pode fracassar

  • há 31 minutos
  • 2 min de leitura

Investigadores avaliam que dono do extinto Banco Master não apresentou informações relevantes nem admitiu fatos já conhecidos pelas autoridades; prazo para negociação termina nos próximos dias




Jornal Opção





A nova proposta de acordo de colaboração premiada apresentada por Daniel Vorcaro, fundador do extinto Banco Master, não teria convencido os investigadores responsáveis pelo caso.


Segundo informações de bastidores, integrantes da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliam que o material entregue até o momento traz poucas novidades e não atende às expectativas das autoridades.


De acordo com fontes ligadas às investigações, a avaliação é que Vorcaro tem concentrado esforços em explicar movimentações financeiras, encontros e relações mantidas com autoridades e agentes públicos, sem apresentar elementos considerados suficientes para comprovar a existência de crimes ou apontar a participação de terceiros em eventuais irregularidades.


A colaboração premiada é um instrumento jurídico que exige do investigado a apresentação de informações inéditas e relevantes para o esclarecimento dos fatos apurados. Em troca, o colaborador pode receber benefícios previstos em lei, como redução de pena ou outras vantagens processuais. No entanto, para que um acordo seja aceito, é necessário que as informações fornecidas sejam consideradas úteis e verificáveis pelas autoridades.


Nos bastidores, a percepção é de que Vorcaro ainda demonstra resistência em admitir possíveis irregularidades já conhecidas pelos investigadores. Além disso, haveria questionamentos sobre a ausência de detalhes que possam contribuir efetivamente para o avanço das apurações em andamento.


O prazo para a conclusão das negociações está se aproximando do fim. A expectativa é que nos próximos dias seja definida a viabilidade de um eventual acordo. Caso não apresente elementos considerados suficientes, o empresário poderá perder a oportunidade de firmar uma colaboração formal com o Ministério Público e a Polícia Federal.


A palavra final sobre uma eventual homologação caberá ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, responsável por analisar se o acordo atende aos requisitos legais previstos na legislação.


Em uma proposta anterior, a defesa de Vorcaro já havia apresentado documentos e anexos relacionados a autoridades públicas e integrantes dos poderes da República. No entanto, parte desse material foi recebida com cautela pelos investigadores, que consideraram insuficientes algumas das informações apresentadas.


Daniel Vorcaro está no centro de investigações relacionadas ao colapso do Banco Master, instituição que acumulou um passivo bilionário e se tornou alvo de diversas apurações. Diante da gravidade do caso e do volume de recursos envolvidos, as autoridades avaliam com rigor qualquer possibilidade de acordo de colaboração.


Sem avanços significativos nas negociações, especialistas avaliam que as chances de o empresário obter benefícios mais amplos, como eventual perdão judicial, tornam-se cada vez mais reduzidas.

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