Pai que matou suspeito de estuprar a filha é absolvido por júri em Minas Gerais
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Defesa sustentou que homem agiu para proteger a jovem após anos de abusos
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Um homem acusado de matar o padrasto da própria filha, após anos de abusos contra a jovem, foi absolvido pelo Tribunal do Júri da Comarca de Formiga, na Região Oeste de Minas Gerais. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (2), e os jurados acolheram a tese da defesa de que o crime foi cometido em meio ao desespero diante do sofrimento prolongado da vítima.
De acordo com o processo, a filha do acusado era abusada desde os 12 anos pelo padrasto. A situação se estendeu por anos, até que, já adulta, ela foi obrigada a sair da casa onde vivia com a mãe para morar apenas com o agressor, no município de Pimenta.
O caso teve origem em 2002, quando o pai e a mãe da jovem se separaram. Na época, a filha ainda era bebê e, desde então, o homem ficou impedido de manter contato com ela. Anos depois, ao descobrir os abusos, ele decidiu intervir.
Em 2020, o pai foi até a residência onde a filha vivia com o padrasto com a intenção de retirá-la do local. Durante a tentativa, houve resistência por parte do homem, momento em que o acusado efetuou disparos que resultaram na morte do padrasto.
Durante o julgamento, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu a condenação por homicídio qualificado, o que poderia resultar em pena de até 30 anos de prisão. No entanto, a defesa argumentou que o acusado agiu para salvar a filha de uma situação contínua de violência.
Antes do fim da sustentação, o advogado classificou o réu como herói. “Levanta essa cabeça, você é homem, é um herói”, afirmou, ao destacar que a atitude do pai teria interrompido o ciclo de abusos.
Os jurados acataram a tese defensiva e decidiram pela absolvição do acusado.


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