Pesquisa inédita de Goiás testa medicamentos que podem mudar o tratamento do diabetes, doenças cardiovasculares e renais
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Se alguém quiser participar do estudo — pessoas com diabetes, histórico de doença cardiovascular, obesidade ou problemas renais — pode ligar para a Clínica CENDI pelo número (62) 99831-8164
Jornal Opção

Um estudo clinicamente inovador no Brasil, realizado em Goiás, promete remodelar significativamente o tratamento de doenças crônicas, incluindo diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e insuficiência renal.
O Jornal Opção teve acesso ao estudo conduzido pelo dr. Nelson Rassi, que atualmente busca voluntários para realizar testes com medicamentos que ainda não estão disponíveis.
O estudo está sendo realizado na Clínica Cendi (Centro Especializado em Endocrinologia e Diabetes), em Goiânia, e está conectado a uma rede global de pesquisa clínica entre países da América Latina, América do Norte, Europa e Ásia.
No Brasil, a participação ainda é restrita a um número limitado de centros e a investigação em Goiás torna-se ainda mais relevante no cenário científico nacional.
Os estudos em andamento estão entrando na fase final da pesquisa clínica — a chamada fase 3 da pesquisa — que será aprovada por órgãos reguladores, como a Anvisa, informa o pesquisador.
“Todos esses estudos são fases pré-lançamento, já estão na fase 3. Quando essa etapa é alcançada, se tem uma probabilidade muito alta de sucesso”, diz Nelson Rassi em entrevista exclusiva ao Jornal Opção.
Esta etapa compreende milhares de pacientes ao redor do mundo e é considerada crucial para provar a eficácia e segurança de novas opções de tratamento.
O que diferencia esta pesquisa de outros estudos convencionais é o perfil dos medicamentos estudados. Eles atuam de forma integrada no corpo, não tratando uma única condição por vez e focando em diferentes fatores de risco.
Sabemos que ajuda no controle do diabetes, perda de peso e controle da pressão arterial. Mas nossa missão é descobrir se pode prevenir um segundo ataque cardíaco, um segundo derrame ou até mesmo uma nova amputação
Este método está alinhado com uma tendência global na medicina, porque doenças metabólicas e cardiovasculares são cada vez mais consideradas parte do mesmo sistema.
O diabetes, por exemplo, não é mais considerado em um nível de isolamento, mas como uma preocupação chave dentro de um grupo mais amplo de condições, como obesidade, hipertensão, inflamação crônica e alto risco vascular.
Ou seja, na prática, um medicamento pode ter uma influência direta em múltiplos desfechos clínicos.
E é exatamente isso que a pesquisa realizada em Goiás tenta testar de forma mais precisa: não apenas se os medicamentos funcionam, mas em que grau eles podem prevenir eventos graves em pacientes que já têm um histórico de doença.
Sobre uma pessoa que já teve um ataque cardíaco, queremos prevenir um segundo ataque cardíaco. Aqueles que tiveram um derrame, prevenir um novo derrame. Aqueles que já tiveram um problema vascular grave, prevenir a progressão da doença.
Esta ênfase — da intervenção após o problema para a prevenção de recorrências — é amplamente reconhecida; essa forma de pensar é considerada um dos pilares da medicina moderna.
Benefícios de ser voluntário nos testes
“Eles [voluntários] vão estar usando um medicamento antes de todo mundo, gratuitamente, sob o olhar atento de uma equipe especializada, não nas salas de espera com exames e monitoramento contínuo”, diz o médico.
Este modelo, chamado de “via de mão dupla”, combina benefício individual com o avanço coletivo do conhecimento. Como resultado, mesmo com os crescentes avanços no conhecimento, o acesso à medicina e a valorização institucional das doenças permanecem desafios importantes no Brasil.
Se alguém quiser participar do estudo — particularmente pessoas com diabetes, histórico de doença cardiovascular, obesidade ou problemas renais — pode ligar para a Clínica CENDI pelo número (62) 99831-8164. Os contatos podem ser feitos até o mês de novembro.
Após um primeiro contato, a equipe avalia o paciente para inclusão na pesquisa.


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