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No STF, Gustavo Gayer diz que não quis constranger Gleisi com insinuação de “trisal”

De acordo com os advogados, a publicação foi uma reação à uma fala "infeliz" do presidente Lula em um evento




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O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) apresentou nesta terça-feira (22) sua resposta preliminar ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de barrar o andamento da queixa-crime movida pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT). A petista acusa o parlamentar de injúria e difamação por declarações feitas nas redes sociais e pede uma indenização de R$ 30 mil por danos morais.


Na ação, Gayer alegou ao STF que não teve a intenção de constranger a Gleisi Hoffmann, ao publicar uma mensagem insinuando um “trisal” entre ela, o marido Lindbergh Farias (PT-RJ) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).


Na manifestação à Corte, a defesa afirma que as declarações do deputado não configuram ataque pessoal. “O querelado não publicou qualquer ataque pessoal que configure ofensa às honras objetiva ou subjetiva da querelante, e muito menos buscou constrangê-la ou humilhá-la publicamente”, diz o texto.


Para os advogados, a fala de Lula foi “machista” e causou constrangimento à própria ministra. A defesa alega que Gayer apenas destacou a contradição entre esse discurso e os princípios defendidos pelo governo petista. “Em nenhum momento o querelado buscou rebaixar a querelante. Pelo contrário, estava a defendê-la, apontando o verdadeiro autor da ofensa: o presidente da República”, diz o texto protocolado no STF.


Gayer também argumenta que a crítica publicada em sua rede social foi realizada no exercício do mandato parlamentar e, portanto, estaria amparada pela imunidade prevista no artigo 53 da Constituição Federal, que protege deputados e senadores por opiniões, palavras e votos ligados ao exercício do cargo. A defesa reforça que o comentário foi político, dentro do contexto de debate público, e não uma ofensa pessoal.


Gustavo Gayer chegou a recuar e apagou as publicações


Com a repercussão negativa e um processo aberto no Conselho de Ética da Câmara, Gayer chegou a voltar atrás nas publicações e apagou as postagens. No pronunciamento, Gayer admitiu que sua publicação no X (antigo Twitter) foi “infeliz” e tentou minimizar o impacto das declarações, afirmando que sua intenção era, na verdade, defender Gleisi e criticar a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


“Eu percebi que era um tweet que não foi muito bem elaborado, infeliz, deletei. E peço desculpas porque a minha intenção não era ofender o presidente do Senado Alcolumbre, e nada do que eu falei poderia ofender a Gleisi”, declarou o parlamentar.



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