Mãe vai à polícia após encontrar mensagens entre filho e professor, em Caçu
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Em conversas, professor teria ignorado a recusa do aluno e feito comparações de sobre o tamanho do seu órgão sexual
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Uma mãe procurou a delegacia de Caçu nesta semana para denunciar um professor por assédio contra o filho, de 15 anos. Segundo o registro policial, mensagens encontradas no celular do adolescente detalham pedidos de fotos e conversas inadequadas, além de relatos de aproximações físicas dentro da escola onde o profissional atua. De acordo com a família, o jovem já recebe acompanhamento psicológico.
Após a descoberta das mensagens, o estudante relatou à mãe episódios de aproximação física ocorridos no ambiente escolar. Segundo o depoimento apresentado à Polícia Civil, o docente aproveitava momentos de baixa movimentação em corredores e salas para realizar toques impróprios.
As capturas de tela das conversas reforçam a denúncia e mostram a insistência do investigado em obter imagens do adolescente. Em um dos trechos, o professor pergunta se o jovem “quer foto” e, mesmo diante da recusa e da justificativa do menor — que afirmou não manter arquivos na galeria por receio de que a mãe os encontrasse —, o homem respondeu “vdd” (verdade) e reforçou o pedido: “tira uma ai”.
Em outra interação, o diálogo assume conotação sexual após o aluno agradecer um elogio. Na resposta, o professor afirma “eu sei” e faz uma comparação de cunho obsceno ao declarar que o seu “é maior”, enviando expressões de riso logo em seguida.
Um dos relatos mais graves descreve uma abordagem em uma sala de uniformes. Na ocasião, o professor teria trancado a porta e solicitado que o jovem retirasse parte da vestimenta sob o pretexto de conferir o ajuste da roupa. Após o acolhimento familiar, o adolescente decidiu expor o histórico de abordagens.
A Polícia Civil de Goiás informou que o caso segue sob investigação sigilosa, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Diligências e oitivas serão realizadas para apurar a conduta do profissional e a responsabilidade da instituição de ensino.
De acordo com a família, o jovem apresenta melhora com suporte terapêutico, mas o abalo emocional ainda é monitorado. Os nomes dos envolvidos e da escola permanecem preservados para não comprometer as apurações.


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