top of page

Mãe e filho são condenados a quase 70 anos por matar adolescente em frente a colégio de Anápolis

  • há 13 minutos
  • 2 min de leitura

Tribunal do Júri reconheceu a responsabilidade dos réus pelo homicídio e por outras duas tentativas de assassinato





Portal 6




Maria Renata Mercês Rodrigues e o filho, Kaio Rodrigues Matos, foram condenados a 40 anos e 29 anos e 7 meses  de prisão, respectivamente, pelo assassinato de Nicollas Lima Serafim, morto aos 14 anos em frente ao Colégio Municipal Leiny Lopes, em Anápolis.


A sentença foi proferida em Tribunal do Júri realizado nesta quarta-feira (29), mais de dois anos após o crime, ocorrido em 20 de fevereiro de 2024.


Somaram à pena duas tentativas de homicídio, por conta dos dois adolescentes atacados durante a briga, e corrupção de menor, visto que o filho adolescente de Maria Mercês também participou do ataque.


Argumentos usados


Durante o julgamento, a promotoria destacou que Maria Mercês e o filho desceram do carro já com um martelo e uma faca em mãos, o que indicaria que, mesmo que não fosse a intenção, assumiram o risco de matar.


“Nós não temos dúvidas de que aquilo que ela se dispôs aconteceu fatalmente em relação ao Nicollas e de forma tentada com as outras duas vítimas”, afirmou a representante do Ministério Público de Goiás (MPGO).


Ressaltou, também, as consequências deixadas aos outros dois adolescentes envolvidos.


Defendeu, com base nos laudos emitidos pela perícia nas semanas seguintes ao crime, que Guilherme Sidney Soares da Costa, à época com 15 anos, foi vítima de uma martelada na cabeça e de uma facada. Ele perdeu o baço, o rim esquerdo e parte do fígado.


A defesa, por outro lado, questionou as consequências listadas. Um dos advogados alegou que “cada um tem uma forma de reação”, referindo-se à escolha de Maria Mercês de descer com um martelo em mãos.


Outro defendeu que tanto o martelo quanto a faca levada por Kaio eram justificados porque uma das vítimas havia postado uma foto, algum tempo antes, segurando uma arma de fogo.


Impressão do juíz


Ao proferir a sentença, o juiz de Direito Fernando Chacha destacou que o crime poderia ter sido evitado caso os envolvidos tivessem agido com mais racionalidade diante da situação.


“Se vocês tivessem pensado 10 segundos a mais, ninguém estaria aqui hoje. Estariam todos vocês felizes em casa, a vítima, o réu. Tem que pensar, não pode agir no impulso, não pode agir sem raciocinar.


Se a mãe tivesse levado os filhos embora, são muitos ‘ses’. Todos já estavam no carro. Por isso eu perguntei: mesmo assim vocês saem do carro? Já estava resolvido, mas resolveram sair do carro e o final da história vocês já sabem”, afirmou.


Na avaliação do magistrado, a tragédia foi resultado de uma escalada de violência impulsiva que terminou em consequências irreversíveis para todos os envolvidos.



Comentários


bottom of page