Quem é o empresário de Goiânia suspeito de ocultar R$ 34 milhões com operador do PCC
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Preso em operação, empresário é suspeito de usar empresas e fintech para lavar dinheiro do tráfico
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O empresário Adair Antônio de Freitas Meira, de 63 anos, fundador da Fundação Pró-Cerrado, em Goiânia, e do Sistema Sagres de Comunicação, com filial em Aparecida, é investigado por suspeita de ocultar cerca de R$ 34 milhões em movimentações financeiras ligadas a um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo um operador do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Adair foi preso durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo que apura o uso de contratos públicos e estruturas empresariais para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas.
Segundo as investigações, os valores teriam sido movimentados por meio de entidades e empresas em nome dele ou vinculadas ao empresário, além de uma fintech criada por João Gabriel de Melo Yamawaki, apontado como integrante da facção criminosa.
De acordo com relatório policial, ao menos seis entidades e/ou empresas seriam controladas por Adair. Entre elas estão a Fundação Pró-Cerrado, onde ele figura como presidente, e a Fundação Sagres, que não aparece formalmente em seu nome no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).
As movimentações financeiras consideradas suspeitas somam R$ 34 milhões e teriam ocorrido em contas associadas ao empresário ou a instituições ligadas a ele.
As informações que sustentam a investigação foram obtidas, em parte, a partir de conversas entre Adair e João Gabriel, além de diálogos deste com Saul Simão Valt, conhecido como “Kiko”, que também é investigado por participação no esquema.
Os três estão entre os seis alvos de prisão temporária decretada pela Justiça por 30 dias. Apesar das suspeitas, o documento não aponta ligação direta de Adair com o PCC, mas indica que ele teria utilizado a estrutura da fintech para viabilizar a circulação dos valores de origem ilícita.
A defesa dos citados não foi localizada. O espaço está aberto para manifestação.


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