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Mulher que matou irmão para defender a mãe durante briga é absolvida, em Rio Verde

há 48 minutos
2 min de leitura

Juiz entendeu que ela agiu para se defender e que não havia provas de que os ataques continuaram depois que a agressão terminou




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Uma mulher que matou o próprio irmão durante uma briga foi absolvida pela Justiça em Rio Verde, na região Sudoeste de Goiás. O juiz Cláudio Roberto Costa dos Santos Silva, da 4ª Vara Criminal, entendeu que Verônica Damaceno Severo agiu em legítima defesa e que não havia provas suficientes para mostrar que ela continuou golpeando o irmão depois que deixou de estar sob ataque. Com a decisão, ela não será julgada pelo Tribunal do Júri.


O caso aconteceu em dezembro de 2025. Segundo a acusação, ela e Francisco das Chagas Damaceno, de 35 anos, começaram uma discussão que terminou em luta corporal. Durante a briga, Verônica teria usado uma faca e, depois, um facão. O Ministério Público de Goiás (MPGO) acusava a mulher de homicídio qualificado por meio cruel.


Briga entre irmãos


Os irmãos moravam no mesmo terreno. De acordo com o processo, a mãe deles procurou Verônica depois de ser impedida pelo filho de entrar na própria casa. A mulher foi até o imóvel para ajudar a mãe e Francisco impediu que ela saísse do local, momento em que os dois começaram a brigar.


A discussão evoluiu para briga corporal até que Verônica pegou uma faca que estava na cozinha e atingiu o irmão no pescoço. Depois, teria usado um facão.


Durante o processo, testemunhas relataram que Francisco tinha histórico de agressividade e conflitos com familiares. A mãe dos dois também contou que ele fazia uso de álcool e drogas e já havia ameaçado e agredido familiares. Guardas municipais que atenderam a ocorrência afirmaram que a mulher tinha escoriações nos braços.


O filho de Verônica disse ter visto a briga, mas afirmou que não conseguiu acompanhar todos os movimentos porque estava escuro, chovia forte e havia lama no local.


Em depoimento, a mulher contou que pegou a faca enquanto tentava se livrar da agressão. Sobre o facão, disse não se lembrar exatamente de como passou a utilizá-lo porque estava muito abalada.


Juiz não encontrou prova


A decisão considerou que não foi possível saber exatamente como a briga aconteceu em todos os momentos. As provas mostraram que Francisco foi atingido pela faca e pelo facão, mas não esclareceram se houve uma pausa na luta ou se a agressão ainda estava acontecendo quando os golpes foram dados.


Também não ficou comprovado que Verônica já havia conseguido controlar a situação e, mesmo assim, decidiu continuar atacando. Por isso, o juiz entendeu que não havia segurança suficiente para dizer que ela ultrapassou os limites ao tentar se defender. Com esse entendimento, ela foi absolvida e o processo foi encerrado antes de um julgamento pelo Tribunal do Júri.

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