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Mulher é presa suspeita de manter rede de prostituição infantil em Goiânia

Grupo usava uma casa de massagens como fachada; administradora vendia "virgindade" das menores


Jornal Opção

Suspeita foi presa e encaminhada à delegacia. (Foto: Divulgação/PC)


Uma mulher de 43 anos foi presa em flagrante nesta quarta-feira, 27, suspeita de manter uma rede de prostituição infantil, em Goiânia. Segundo o delegado Humberto Teófilo, um grupo de agiotas colombianos também estariam envolvidos no esquema que conta com a exploração de adolescentes entre 14 e 17 anos.


A suspeita operava a casa localizada no Setor Aeroviária há quatro anos. Durante a operação desta quarta, inclusive, foi identificada uma jovem de 17 anos que havia realizado um programa horas antes. No local ainda havia outras quatro mulheres adultas, que também eram exploradas pelos suspeitos.


A suspeita, conforme o delegado, se apropriava de metade do valor cobrado nos programas realizados pelas menores, que giravam em torno de R$ 150 a R$ 300. A mulher, inclusive, chegava a cobrar R$ 2 mil pela “virgindade” das adolescentes.


“Ela mentia que as meninas eram virgens para vários clientes e, então, vendia a suposta virgindade. Os colombianos emprestaram dinheiro às meninas em pequenas quantidades, como R$ 100 e R$ 200, e até as deixavam endividadas para segurá-las no local. Eles frequentavam o local diariamente e cobravam 20% de juros”, explicou Humberto.


O investigador afirmou que conseguiu localizar três dos agiotas envolvidos no esquema. Os suspeitos podem responder por exploração sexual de adolescente, casa de prostituição e rufianismo (tirar proveito da prostituição alheia). A pena pode chegar a 19 anos de prisão.


“As investigações começaram após uma denúncia anônima. Os clientes podem ser

enquadrados no mesmo crime, visto que a partir do momento que eles frequentam essas casas, eles assumem o risco de ter relações sexuais com menores. Eles não conhecem a pessoa, não sabem a idade dela”, concluiu.


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