MEC cancela criação de novos cursos de medicina e médica goiana comemora: ‘Vitória da educação’
- há 24 minutos
- 2 min de leitura
"Edital de abertura de faculdades de medicina revogado. Qualidade é o que nos une", escreveu Ludhmila Hajjar
Mais Goiás

O Ministério da Educação (MEC) cancelou edital do programa Mais Médicos que previa 5,9 mil vagas em faculdades de medicina privada no País. A decisão publicada na terça-feira (10) considera as vagas já autorizadas por via judicial. Foram 4,5 mil em 1 ano e meio por liminares da Justiça, conforme a jornalista Beth Koike.
Na ocasião, a médica goiana Ludhmila Hajjar comemorou. “Vitória da educação brasileira. Edital de abertura de faculdades de medicina revogado. Qualidade é o que nos une.” A portaria que cancelou o edital do Mais Médicos 3 foi assinada pelo ministro da Educação, Camilo Santana.
O intuito era abrir mais vagas em regiões com necessidade de médicos, mas devido ao volume de ações pela abertura de novos cursos, mesmo sem estrutura disponível n SUS, houve o cancelamento.
Sobre o programa, ele é um dos principais instrumentos para abrir cursos de medicina no país desde sua criação, em 2013.
Enamed mostrou cursos de medicina em Goiás com notas ruins
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou em janeiro o resultado do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que avaliou 351 cursos de medicina no Brasil inteiro.
Em Goiás, 62,5% dos cursos avaliados ficaram notas 1 e 2 em uma escala que ia até 5. Com esse desempenho, considerado insatisfatório pelo Inep, alguns deles serão punidos. É preciso destacar, contudo, que, entre as instituições particulares, os cursos de medicina são anteriores aos casos judicializados que motivaram o cancelamento do Mais Médicos.
Sobre a punição, ela consiste em sofrer restrição no Fies e suspensão de processos de abertura de novas vagas. Embora a ideia do Inep seja a de aplicar sanções a todas as instituições mal avaliadas, nem todas estão sob supervisão direta do Ministério da Educação (sobretudo faculdades estaduais e municipais). Das 351 instituições avaliadas, 304 integram o Sistema Federal de Ensino.
O Enamed é uma prova anual para medir o desempenho dos estudantes e a qualidade do ensino. Antes da divulgação, um grupo de universidades particulares entrou na Justiça para barrar a publicação do resultado, mas perdeu.
Participaram da avaliação cerca de 89 mil alunos entre aqueles que estão concluindo a faculdade e em outros semestres. Entre os concluintes, só 67% tiveram o que o instituto chama de “resultado proficiente”, ou seja, conseguiu mostrar na avaliação conhecimento suficiente. Quase 13 mil ficaram abaixo.






.png)
