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Master: ministros do STF discutem saída alternativa para Vorcaro

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Centrão tem pressionado por prisão domiciliar de dono do banco para afastar risco de delação premiada




O Globo




O julgamento virtual da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que vai decidir sobre a prisão de Daniel Vorcaro tem sido marcado por muita pressão nos bastidores, especialmente de políticos do Centrão, e de interlocutores do dono do Banco Master no meio jurídico em busca de uma solução alternativa, como a transferência para a prisão domiciliar.


O destino de Vorcaro é acompanhado com apreensão no STF e no Congresso Nacional, onde parlamentares de diferentes matizes estão apavorados com os riscos de uma delação premiada. As mensagens extraídas do celular do banqueiro que já vieram à tona colocaram em evidência suas conexões políticas com membros dos Três Poderes.


O entorno do executivo torcia pela sua soltura, mas já aceita que não há clima político no Supremo para colocá-lo em liberdade.


A votação na plataforma digital da Corte se dará apenas entre quatro ministros, já que Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso.


Tanto no Supremo quanto fora dele se calcula que Luiz Fux deve acompanhar, enquanto Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes estariam inclinados a defender uma solução alternativa – a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, como a prisão domiciliar.


Em caso de empate em processos criminais, prevalece a decisão final mais favorável ao investigado.


A votação começa nesta sexta-feira, às 11h, com previsão de durar uma semana.


O plenário virtual permite o julgamento de casos sem reunião presencial, o que afasta o risco de embates entre os ministros.


Se por um lado esse esquema pode ajudar a conter um desgaste ainda maior para a imagem do STF, por outro pode criar um ambiente favorável para a defesa de Vorcaro derrubar a prisão preventiva longe das transmissões ao vivo da TV Justiça.

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