Bolsonaro vai ao hospital após passar mal durante a madrugada, diz Flávio
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Polícia Militar do DF diz em nota que ex-presidente deixou Papudinha para 'atendimento médico'
O Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na manhã desta sexta-feira que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi levado a um hospital após passar mal durante a madrugada. A informação foi divulgada pelo próprio parlamentar em uma publicação nas redes sociais. Bolsonaro está sendo atendido nesta manhã no DF Star, em Brasília.
Segundo Flávio, o ex-presidente apresentou sintomas ao acordar e precisou ser encaminhado para atendimento médico. “Acabo de receber a notícia de que meu pai está a caminho do hospital, mais uma vez”, escreveu o senador na postagem.
De acordo com o relato, as informações preliminares indicam que Bolsonaro acordou com calafrios e episódios intensos de vômito. Familiares do ex-presidente receberam a informação de que ele apresentou queda na saturação e houve a avaliação de que as instalações médicas da Papudinha não seriam suficientes para atendê-lo nesta condição, por isso foi decidida a remoção para o hospital.
Na mesma mensagem, Flávio pediu apoio de apoiadores. “Peço orações para que não seja nada grave”, afirmou o parlamentar.
Em nota, a Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela Papudinha, afirmou que o ex-presidente deixou o local para "atendimento médico e que informações adicionais serão divulgadas pela equipe médica".
Jair Bolsonaro enfrenta desde 2018 uma série de problemas de saúde relacionados ao atentado a faca sofrido durante a campanha presidencial daquele ano. Desde então, o ex-presidente já passou por diferentes internações e procedimentos médicos para tratar complicações decorrentes do ferimento abdominal.
Domiciliar negada
No início do mês, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou mais um pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O magistrado ressaltou a “total adequação” da Papudinha, onde Bolsonaro está custodiado, às necessidades médicas do ex-presidente. “Condições plenamente satisfatórias do cumprimento da pena”, anotou o ministro.
Moraes chegou a citar a “grande quantidade de visitas” de deputados, senadores, governadores e figuras públicas que Bolsonaro recebe como um comprovante da “intensa atividade política” do ex-presidente, ainda que preso. Na visão do ministro, tal rotina corrobora atestados da “boa condição de saúde física e mental” do ex-mandatário.


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