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Justiça condena advogados e parentes de presos ligados ao Comando Vermelho em Goiás

Goiânia,GO - Mais Goiás


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Justiça condena advogados, detentos e familiares ligados ao Comando Vermelho em Goiás (Foto: Freepik)


O Tribunal de Justiça de Goiás condenou 21 integrantes de uma organização criminosa que atuava em Goiás em parceria com o Comando Vermelho. As decisão ocorreram após investigações da Polícia Civil descobrirem uma ampla rede de comunicação e logística envolvendo detentos do presídio de Planaltina de Goiás, familiares, comparsas e advogados. O processo é resultado da Operação Cérbero, que desmantelou a atuação do grupo entre 2021 e 2023.


As apurações, conduzidas pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), tiveram como ponto de partida informações obtidas na Operação Veritas, que investigou advogados suspeitos de repassar orientações entre líderes do Comando Vermelho presos e integrantes em liberdade. Segundo a polícia, a facção mantinha uma estrutura organizada e hierarquizada dentro e fora do Presídio Especial de Planaltina (PEP), onde presos enviavam ordens a criminosos que atuavam nas ruas.


As investigações identificaram três núcleos principais. O primeiro era composto por advogados responsáveis por intermediar informações sobre transações do tráfico, administração financeira, aquisição de veículos e cobranças. Entre eles, estão Carla Chaves de Oliveira, já condenada na Operação Veritas, Jennifer Nayara Caetano de Souza, apontada como elo entre líderes da facção no Rio de Janeiro e presos do PEP, além de Érika Jilliane de Oliveira Sampaio e Ricardo Silvestre da Silva.


O segundo núcleo reunia 12 presos ligados a conselhos internos do Comando Vermelho, que transmitiam ordens e coordenavam tarefas mesmo de dentro do presídio. O terceiro era formado por familiares e comparsas responsáveis pela execução das ordens externas, trabalhando na compra e distribuição de drogas, movimentação de dinheiro e repasse de instruções.


Após a análise do caso, a sentença foi proferida pela juíza Placidina Pires, da 1ª Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e de Lavagem de Bens, Direitos e Valores. Ela destacou que havia provas suficientes para responsabilização penal dos envolvidos por organização criminosa e associação para o tráfico, como diálogos interceptados e documentos das operações Cérbero, Veritas e do Inquérito Policial de 2023 como elementos que demonstram a estrutura, a hierarquia e a divisão de tarefas do grupo.

 
 
 

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