Indústria e agro caminham juntas e posicionam Goiás com o segundo maior crescimento econômico do Brasil
- pereiraalves4
- há 7 dias
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Estado registrou alta de 4,8% na economia, segundo IBCR. Instituto Mauro Borges explica que os setores, em parceria, têm contribuído para agregação de valor e contribuindo para geração de renda
Jornal Opção

Goiás registrou, em 2025, o segundo maior crescimento econômico do país, com alta de 4,8%, segundo o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), divulgado pelo Banco Central.
O resultado ficou atrás apenas do Pará e acima da média nacional, que foi de 2,4% no mesmo período. Os dados chamam atenção não apenas pelo ritmo de crescimento, mas também pelos fatores que explicam esse desempenho.
O IBCR é um indicador mensal utilizado para acompanhar a evolução da atividade econômica antes da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB), que ocorre de forma trimestral.
O índice reúne informações de diferentes bases estatísticas, como pesquisas industriais, de serviços e dados da produção agrícola. No caso dos estados, o Banco Central divulga apenas o crescimento total, sem detalhamento setorial.
Para identificar de onde vem esse avanço, o Instituto Mauro Borges (IMB) utiliza metodologias próprias de acompanhamento da economia goiana, cruzando informações do IBCR com dados estaduais. Segundo o presidente do IMB, Erik Figueiredo, o desempenho de 2025 está diretamente ligado ao avanço do agronegócio e da indústria.
Os dados mostram um crescimento expressivo do agro, acima de dois dígitos, e uma expansão da indústria próxima de 3% no ano. Em Goiás, esses setores estão conectados e ajudam a explicar o resultado agregado da economia, afirma.
A relação entre agro e indústria é considerada um dos principais diferenciais do Estado. Segundo ele, parte significativa da produção agrícola passa por etapas de processamento industrial, o que amplia o impacto econômico.
Produtos como soja, milho, cana-de-açúcar e carnes não se limitam à produção primária, sendo transformados em alimentos, biocombustíveis e outros derivados.
O desempenho do agronegócio em 2025 também reflete a recuperação após um ano anterior marcado por condições climáticas adversas.
Erik pontua que, em 2024, a expectativa era de retração da produção, mas o setor conseguiu encerrar o período com resultados melhores do que os inicialmente projetados. Com condições mais favoráveis em 2025, houve aumento significativo da produção.






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