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Greve termina após acordo com ganho de até 19,18% para servidores da Educação de Goiânia

há 4 horas
2 min de leitura

Categoria aprovou proposta que prevê mudanças na carreira até 2030 e ganho médio acumulado de 19,18%; unidades devem retomar quadro completo



Jornal Opção




Os servidores administrativos da Rede Municipal de Educação de Goiânia decidiram encerrar a greve nesta terça-feira, 15. A decisão foi tomada em assembleia extraordinária realizada no auditório da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), após a categoria aprovar a proposta negociada com a Prefeitura.


Com o fim da paralisação, os trabalhadores retornam às unidades nesta quarta-feira, 16. A expectativa da administração municipal é que escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) voltem a contar com todo o quadro administrativo, restabelecendo os serviços afetados durante o movimento.


O acordo que destravou as negociações prevê mudanças graduais na carreira dos servidores ao longo dos próximos cinco anos. O principal ponto é a reestruturação da tabela de vencimentos, que começa em 2026 e deverá alcançar ganho médio acumulado de 19,18% em 2030.


Acordo prevê aumento gradual até 2030


No primeiro ano da reestruturação, a tabela terá diferença de 7,42% entre os níveis e de 1,2% entre as referências da carreira. Com as alterações, o ganho médio acumulado previsto para 2026 é de 7,99%.


A partir daí, os percentuais aumentam gradualmente: 10,70% em 2027, 13,45% em 2028 e 16,29% em 2029. Em 2030, último ano do cronograma apresentado, o ganho médio acumulado deverá chegar a 19,18%.


Os valores não incluem os reajustes anuais da data-base nem eventuais progressões funcionais. Isso significa que os percentuais decorrentes desses mecanismos serão considerados separadamente.


Além da mudança na tabela salarial, a proposta contempla uma bonificação extraordinária correspondente ao auxílio-locomoção de julho e mantém integralmente a bonificação paga no fim do ano.


O acordo também estabelece condições para tratar os dias em que os servidores permaneceram paralisados.


Proposta põe fim ao impasse


Durante as negociações, a gestão do prefeito Sandro Mabel sustentou que as reivindicações precisariam ser compatibilizadas com a capacidade financeira do município e com os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.


A solução apresentada foi distribuir o impacto da reestruturação ao longo dos próximos anos, em vez de aplicar todas as mudanças de uma única vez.


Nesta terça-feira, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) levou os termos da proposta para avaliação dos servidores. Após a discussão, a assembleia aprovou o acordo e decidiu encerrar a greve.


Serviços voltam à normalidade


Durante a paralisação, a Secretaria Municipal de Educação (SME) adotou medidas administrativas e judiciais para tentar manter o funcionamento das unidades e reduzir os impactos sobre estudantes e famílias.


O retorno dos administrativos deve permitir a normalização de atividades que vão além da sala de aula e são necessárias para o funcionamento cotidiano das unidades da rede.


Com a decisão da categoria, a Secretaria de Educação passa a concentrar os esforços na retomada integral dos serviços. A previsão é que, já nesta quarta-feira, todas as unidades municipais estejam novamente com 100% dos servidores administrativos.

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