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Funcionários denunciam diretora de escola por racismo e homofobia, em Valparaíso de Goiás

24 de mar. de 2023
2 min de leitura

Segundo a polícia, quatro pessoas já denunciaram o caso até esta sexta-feira. Secretaria de Estado de Educação informou que o caso está sendo averiguado pela pasta.


G1-Goiás

Fachada da Escola Estadual Almirante Tamandaré, em Valparaíso de Goiás — Foto: Google/Street View


Funcionários denunciaram a diretora de uma escola estadual por crimes de racismo e homofobia, em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, pelo menos quatro pessoas denunciaram o crime na quinta-feira (23) e nesta sexta-feira (24). À polícia, algumas das vítimas contaram ter sido chamadas de 'negra imunda' e 'viado nojento'.

“Funcionários chegaram reclamando que ela estava utilizando expressões injuriosas, principalmente com relação à raça, a orientação sexual de alguns funcionários, e fazendo piadas”, explicou a delegada Samya Barros.


Segundo a polícia, quatro pessoas realizaram a denúncia até o momento. De acordo com o advogado das vítimas, Suenilson Saulnier, até o momento registraram a denúncia dois funcionários da conservação e limpeza, um professor e uma ex-coordenadora, que pediu e conseguiu transferência para outra unidade escolar. O advogado ainda considerou as denúncias como "extremamente graves", em um ambiente que "deveria ser de ensino e aprendizado".


A Secretaria informou que os documentos das denúncias de racismo e maus tratos cometidos pela gestora do Colégio Estadual Almirante Tamandaré serão remetidos à corregedoria e à procuradoria da pasta para análise, averiguações e medidas legais cabíveis.


A polícia explicou que a investigação está na fase de ouvir os depoimentos das vítimas. Segundo a delegada, uma das funcionárias contou ter sido acusada pela diretora de furtar produtos da escola. À corporação, uma das vítimas também relatou que a gestora teria a humilhado ao fazê-la pegar uma banana.


O advogado das vítimas acrescentou que essas ofensas contra os funcionários ocorrem há cerca de quatro anos. Um coordenador escolar também foi mencionado como autor de difamações contra funcionários.

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