Fazendeiro vira réu por matar empresário após discussão por dívida em Ceres
- há 26 minutos
- 2 min de leitura
José Alves Carneiro, de 57 anos, virou réu pelo assassinato do empresário Júlio César Araújo, morto a tiros no dia 10 de abril de 2026, em Ceres.
Jornal Opção

José Alves Carneiro, de 57 anos, virou réu pelo assassinato do empresário Júlio César Araújo, morto a tiros no dia 10 de abril de 2026, em Ceres. A denúncia foi recebida pela Justiça e o caso passou a tramitar na 2ª Vara Criminal da comarca.
Segundo a acusação, o crime ocorreu por volta das 11h45, na Rua Rui Barbosa, no centro da cidade. O empresário foi atingido por disparos na cabeça, no tórax e no braço e morreu ainda no local.
As investigações apontam que os dois mantinham uma relação de amizade de cerca de 25 anos, abalada por desentendimentos ligados a uma dívida. De acordo com o Ministério Público, o acusado vinha cobrando valores e passou a ameaçar a vítima.
No dia do crime, conforme a denúncia, José Alves foi até a “Oficina do Neguinho”, onde o empresário estava, já armado. Após uma discussão que evoluiu para agressões físicas, a briga seguiu para fora do estabelecimento. Nesse momento, o denunciado teria sacado a arma e efetuado diversos disparos, inclusive quando a vítima já estava caída.
Além do homicídio qualificado, o acusado também responde por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Laudos periciais indicam que o revólver calibre 9mm apreendido estava apto para disparo.
O Ministério Público pede que José Alves seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, além da fixação de indenização mínima de R$ 100 mil aos familiares da vítima por danos morais. Ele está preso na Unidade Prisional de Ceres.
Defesa se manifesta
Em nota, a defesa afirmou que recebeu a denúncia “com o devido respeito” e destacou que o início da ação penal representa o momento adequado para apresentação da versão do acusado.
“A defesa de Sr. José Alves Carneiro, informa que recebe com o devido respeito a peça inicial acusatória apresentada pelo Ministério Público”, diz o texto.
As advogadas acrescentam que o processo permitirá o exercício do contraditório e da ampla defesa. “Ressalta, contudo, que o início da ação penal inaugura o momento processual adequado para o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, oportunidade em que serão demonstradas, de forma técnica e fundamentada, as reais circunstâncias dos fatos.”
“Por fim, coloca-se à disposição para eventuais esclarecimentos, reafirmando seu compromisso com a legalidade, a Constituição e o devido processo legal”, completa a nota.


.png)




Comentários