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Ex-dirigentes de colégio em Valparaíso de Goiás são indiciados por racismo e homofobia contra servidores

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Conclusão aponta ofensas discriminatórias, humilhações e perseguições contra servidores do Colégio Estadual Almirante Tamandaré



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Dois ex-dirigentes do Colégio Estadual Almirante Tamandaré, em Valparaíso de Goiás, foram indiciados pela prática de racismo, homofobia, assédio moral e crimes contra a honra. A denúncia foi protocolada contra a ex-diretora e o ex-coordenador da unidade, em 2023.


Os episódios de violência teriam atingido diferentes servidores da escola. Ao todo, cinco pessoas procuraram a Polícia Civil para relatar situações que, segundo os depoimentos, envolveram ofensas discriminatórias, difamação e situações de constrangimento no ambiente de trabalho.


De acordo com a investigação, a ex-diretora teria dirigido xingamentos de cunho racial contra uma das vítimas, além de utilizar termos homofóbicos ao se referir a um professor da unidade. O inquérito também aponta acusações de difamação contra outros funcionários da escola. Testemunhas relataram episódios de humilhação, perseguições no ambiente profissional e exposição de servidores em aplicativo de mensagens.


Entre os denunciantes estão uma auxiliar de serviços gerais responsável pela limpeza, apontada como vítima de assédio moral, racismo e crimes contra a honra; um professor, que teria sido alvo de manifestações homofóbicas; uma coordenadora, que relatou assédio moral e difamação; e outra auxiliar de serviços gerais, que atuava inicialmente na merenda e posteriormente na limpeza, também apontada como vítima de assédio moral e crimes contra a honra.


Ao analisar o conjunto de provas, a polícia identificou indícios de autoria e materialidade para os crimes de injúria racial, injúria qualificada por discriminação com base em orientação sexual, difamação e injúria atribuídos à ex-diretora. Já o ex-coordenador foi indiciado por difamação contra servidores da unidade.


Defesa


O advogado Suenilson Saulnier, que representa duas das vítimas envolvidas no processo, afirmou que recebeu o relatório da Polícia Civil com a sensação de que um passo importante foi dado em direção à responsabilização dos envolvidos. Segundo ele, o indiciamento confirma a gravidade das denúncias e a consistência das provas reunidas durante a investigação.


Ele também ressaltou que os episódios deixaram consequências duradouras para os servidores. De acordo com Saulnier, as vítimas ainda carregam “marcas profundas da violência psicológica sofrida”, destacando que ofensas no ambiente escolar “transcende o momento da agressão, deixando cicatrizes na dignidade e no bem-estar emocional que o tempo, por si só, não apaga”.


A reportagem não conseguiu localizar a defesa dos indiciados, nem os representantes das demais vítimas. O espaço, porém, segue aberto para manifestação do contraditório.

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