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Esquema na Agehab incluía perseguição a servidores que denunciavam irregularidades, revela promotor

  • há 5 horas
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Represálias chegaram a culminar em demissões arbitrárias; denúncias foram o ponto de partida para investigação do MPGO






Portal 6





A operação deflagrada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) nesta quarta-feira (18) e que abalou a Agência Goiana de Habitação (Agehab) teve como ponto de partida denúncias de servidores públicos que sofreram perseguições por parte da gestão do órgão público.


Segundo o promotor de Justiça Augusto César Borges Souza, em coletiva de imprensa na sede do Ministério Público de Goiás (MPGO), foram atos de represália e demissões arbitrárias contra funcionários que se posicionavam contra as irregularidades cometidas.


O promotor afirmou que a operação visou não apenas apurar crimes, mas também evitar a continuidade das medidas de retaliação e a continuidade do esquema de corrupção.


“O que levou a essas medidas de hoje foi justamente a constatação de represálias, tanto a servidores que eventualmente se insurgiam a essas irregularidades quanto eventualmente a outras pessoas que denunciaram”, declarou o promotor.


Ainda segundo Augusto Souza, a perseguição chegou a culminar em demissões arbitrárias. “A partir desses atos, com demissões arbitrárias de servidores, a gente verificou realmente a necessidade de algumas intervenções”, disse o promotor.


A Operação Confrades foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial do Patrimônio Público (GAEPP).


A operação investiga supostos atos de improbidade envolvendo o vice-presidente da Agehab Wendel Garcia da Silva, o superintendente de Projetos e Orçamento da agência, Júlio Moraes Santos, e também o sócio-administrador da Excel Construtora, André Luiz Hajjar, considerado mega empresário de Anápolis.


O suposto esquema consistia em desvio de verbas públicas em contratações de construtoras pela Agehab, utilizando recursos do Fundo Protege Goiás, além de favorecimento a determinadas construtoras.


As investigações apontam para reajustes contratuais ilícitos, flexibilização de normas em editais para favorecer interesses privados, pagamentos indevidos e interferência direta em setores técnicos da agência.


O GAEPP busca agora determinar quais desses contratos foram afetados pelo esquema de corrupção.


Durante o cumprimento dos nove mandados de busca e apreensão em Goiânia e Anápolis, o MPGO apreendeu uma quantidade significativa de dólares e reais, reforçando a linha de apuração sobre as irregularidades.


Em nota, a Agehab afirmou que a operação não tem relação com a alta gestão da agência e reforçou que vem colaborando com as autoridades.

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