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“Ele se aproveitou da morte do meu filho”: mulher perde R$ 50 mil para falso PM em Aparecida

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

Vítima afirma que suspeito usava falsa identidade de PM para conquistar confiança, pedir dinheiro e manipular mulheres emocionalmente




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A repercussão da prisão de um falso policial militar (PM) em Goiás levou mais uma mulher a procurar a Polícia Civil para denunciar crimes do homem suspeito de usar imagens geradas por inteligência artificial para se passar por agente de segurança pública.


Ana, nome fictício para preservar a identidade da vítima, perdeu mais de R$ 50 mil durante um relacionamento de cerca de um ano e meio como investigado.


Além das perdas financeiras, ela reforça que Deivid Plácido de Oliveira Dias teria se aproveitado de uma momentos mais dolorosos de sua vida, a morte de seu filho, para aprimorar seu poder de influência e manipulação.


“Ele se aproveitou muito desse momento. Meu filho era meu braço direito, dormia comigo, me ajudava em tudo. Eu estava destruída emocionalmente e ele sabia disso. Ele dizia que a morte do meu filho era uma punição de Deus para mim. Hoje eu percebo o quanto fui manipulada”, relatou.


Após testemunhar a prisão, Ana percebeu que não era a única vítima e resolveu agir. “Eu não denunciei antes por vergonha. Mas quando vi outra mulher passando pela mesma situação, pensei que, se eu tivesse falado antes, talvez ela não tivesse sofrido esse prejuízo. Ficar calada também é ser omissa”, afirmou.


Falso PM era ‘evangélio ‘exemplar’


A mulher diz que o principal problema não é apenas o fato de Deivid usar Inteligência Artificial (I.A.) para se apresentar como policial militar.


“Ele se passa por policial para atrair mulheres, mas não é só isso. Ele também se passava por um evangélico exemplar, um homem que cuidava do pai acamado, que se preocupava com a família. Inclusive usava vídeos do pai para sensibilizar as pessoas. Hoje eu vejo que tudo isso fazia parte da imagem que ele criava para ganhar confiança.”, declarou.


Para trazer veracidade ao personagem, o falso PM utilizava fotos em aplicativos de relacionamento e redes sociais vestindo roupas semelhantes às da Polícia Militar, mostrava supostos contracheques da corporação, falava sobre promoções na carreira e relatava situações que teriam ocorrido durante o serviço policial.


“Agora ele diz que criou as imagens por causa de uma situação específica envolvendo outra mulher. Mas ele já fazia isso muito antes. Essa história de policial existia desde quando eu o conheci, em 2024”.


Pedidos de dinheiro


Segundo a vítima, os pedidos de dinheiro começaram logo nos primeiros meses do relacionamento e se tornaram frequentes. “Era o tempo inteiro. Ele dizia que estava trabalhando, que o cartão tinha sido bloqueado, que precisava resolver uma emergência.


Falava que tinha atirado em alguém em serviço, que precisava indenizar vítimas ou familiares. Eu acreditava porque achava que ele realmente era policial”, afirma Ana.


Ao registrar o boletim de ocorrência, a mulher entregou registros de transferências de alguns dos valores enviados ao suspeito.

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