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Diferença salarial entre homens e mulheres chega a 21,3% no Brasil, aponta relatório

27 de abr.
2 min de leitura

Apesar da manutenção da desigualdade em torno de 20% ao longo dos últimos anos, o levantamento indica crescimento relevante na presença feminina no mercado formal



DM




A diferença salarial entre homens e mulheres no Brasil atingiu 21,3% nas 53,5 mil empresas com mais de cem funcionários, segundo o 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).


Apesar da manutenção da desigualdade em torno de 20% ao longo dos últimos anos, o levantamento indica crescimento relevante na presença feminina no mercado formal. Desde 2023, quando os dados passaram a ser sistematizados após a criação da Lei da Igualdade Salarial, o número de mulheres empregadas aumentou 11%.


Atualmente, a remuneração média das mulheres é de R$ 3.965,94, enquanto a dos homens chega a R$ 5.039,68. Na prática, isso significa que elas recebem, em média, 78,7% do salário masculino. Em 2023, essa diferença era de 20,7%, subindo levemente para os atuais 21,3%, patamar praticamente estável em relação a novembro de 2025 (21,2%).


Mulheres no emprego formal


Um dos principais destaques do relatório é o avanço no número de mulheres com emprego formal. O total saltou de 7,2 milhões para 8 milhões entre 2023 e 2026 — um acréscimo de 800 mil trabalhadoras.


Entre mulheres negras (pretas e pardas), o crescimento foi ainda mais expressivo, de 29%, passando de 3,2 milhões para 4,2 milhões de vínculos formais, o que representa mais 1 milhão de novas ocupações.


Também aumentou o número de empresas com maior presença de mulheres negras: 21.759 estabelecimentos passaram a ter ao menos 10% desse grupo em seus quadros, alta de 3,6% em relação ao levantamento anterior.


Para Paula Montagner, subsecretária de estatísticas e estudos do Trabalho, a variação negativa de 0,6 ponto percentual na desigualdade é pequena diante do volume analisado. Segundo ela, houve crescimento tanto no número de mulheres contratadas quanto no rendimento médio e na presença feminina em cargos de gerência e direção.


A massa de rendimentos das mulheres subiu de 33,7% para 35,2%, mas ainda está distante da participação masculina no emprego, que é de 41,4%. Para equiparar esses percentuais, seria necessário um aumento de R$ 95,5 bilhões na renda total das trabalhadoras.



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