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Flávio Bolsonaro recebe autorização humanitária para ficar um ano nos EUA

há 47 minutos
2 min de leitura

Além de Flávio, a autorização abrange a esposa, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas do casal. A informação foi divulgada pela coluna do Metrópoles com base em dados migratórios americanos.



DM





O senador Flávio Bolsonaro (PL) e seus familiares receberam autorização para permanecer temporariamente nos Estados Unidos por um ano, segundo registros da alfândega americana consultados pelo portal Metrópoles.


A entrada ocorreu na manhã desta quarta-feira (28), e a permissão foi concedida na categoria migratória identificada pela sigla “DT”, associada à liberdade condicional migratória, conhecida como parole.


A autorização permite a permanência inicial da família em território americano até 27 de outubro de 2027.


O mecanismo pode ser utilizado em circunstâncias específicas, inclusive por razões humanitárias, mas não equivale automaticamente à concessão de asilo político ou de residência permanente.


Além de Flávio, a autorização abrange a esposa, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas do casal. A informação foi divulgada pela coluna do Metrópoles com base em dados migratórios americanos.


Asilo político é uma etapa diferente


A permanência temporária ocorre em meio à expectativa de que Flávio solicite asilo político nos Estados Unidos. Até o momento, a autorização de entrada por um ano não significa que esse eventual pedido tenha sido aprovado.


O governo americano informou anteriormente que concederia vistos a Flávio e à família. As autoridades, porém, não detalharam publicamente todos os procedimentos migratórios adotados nem esclareceram se a autorização temporária será substituída por outra modalidade.


O asilo político tem requisitos próprios e depende de análise pelas autoridades americanas. Portanto, a autorização atual, por si só, não garante que o senador poderá permanecer no país depois do prazo concedido.


Entrada ocorreu após decisão do STF


A viagem aconteceu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio entregasse os passaportes comum e diplomático à Polícia Federal. O prazo estabelecido pela decisão terminou na terça-feira (27), e a PF comunicou o descumprimento à Corte.


Apesar da ordem brasileira, registros migratórios divulgados pela imprensa indicam que o senador utilizou o passaporte diplomático para entrar nos Estados Unidos. Antes disso, durante o trajeto iniciado na Argentina, ele teria usado o passaporte italiano.


A viagem ocorreu em meio a questionamentos sobre o cumprimento da determinação judicial e sobre as condições que permitiram a entrada do senador nos Estados Unidos.



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