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Defesa de agropecuarista acusado de matar noiva, em Itaberaí, vai usar imagens de câmeras de segurança para tentar provar inocência

  • há 25 minutos
  • 2 min de leitura

Jordana Fraga Martins David, de 22 anos, morreu com um tiro na cabeça em outubro de 2018



Jornal Opção





O caso da morte da advogada Jordana Fraga Martins David, ocorrida em outubro de 2018, em Itaberaí, deve ganhar um novo capítulo. Desta vez, a defesa do acusado de matar a jovem de 22 anos com um tiro na cabeça, o agropecuarista Luís Felipe Silva Lima, que era seu noivo, vai usar imagens de câmeras de segurança para tentar provar a inocência dele.


Para o advogado criminalista Tadeu Bastos, as imagens indicariam que o acusado não estava no local no momento do disparo e teria chegado depois do ocorrido. O jurista questiona se haveria tempo suficiente para que o crime tivesse ocorrido da forma descrita pela acusação.


“No decorrer do processo criminal, provas importantes que iriam reconhecer a inocência de Luís Felipe têm sido desconsideradas. O processo tem seguido com o único intuito de prejudicar” o réu, alega o advogado.


O Ministério Público mantém a denúncia e acusa o agropecuarista de ter matado Jordana. De acordo com a acusação, o crime teria ocorrido após um desentendimento entre o casal, e Luís Felipe teria tentado simular um suicídio.


A Justiça de Goiás decidiu que o caso deve ser levado a júri popular. A decisão foi mantida por unanimidade pela Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), que negou um recurso apresentado pela defesa para evitar o julgamento.


Entenda o caso


A Justiça decidiu pela manutenção do júri popular de Luís Felipe, acusado de matar a ex-noiva e advogada, Jordana Fraga Martins David. A jovem morreu com um disparo na cabeça depois de um desentendimento com o noivo Luís.


A arma usada pertencia a ele.

A defesa recorreu na Justiça na tentativa de impedir que Luís Felipe seja submetido ao Tribunal do Júri pelo crime. O agropecuarista aguarda o julgamento em liberdade e, segundo Tadeu Bastos, ele seria “inocente”.


O julgamento do recurso aconteceu no dia 26 de março deste ano e a decisão foi proferida pelo juiz substituto em segundo grau da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), Hamilton Gomes Carneiro.


Por unanimidade, a Câmara negou o recurso apresentado pela defesa e confirmou que o acusado deverá ser submetido ao júri popular.


Corpo foi encontrado pela mãe


A denúncia do MP, oferecida à época pelo promotor de Justiça Paulo Henrique Otoni, apontou que Luís Felipe tentou simular um suicídio para encobrir o feminicídio. A tese é negada pela defesa.


O corpo foi encontrado pela mãe da advogada, Lélia Fraga Martins David, em um terreno baldio ao lado da casa onde ela morava com a família. Inicialmente, o caso chegou a ser tratado como morte provocada pela própria vítima, mas a Polícia Civil decidiu indiciar Luís.


Em entrevista à TV Anhanguera em 2021, Lélia Fraga desabafou sobre a dor de perder a filha. “Uma mãe, quando perde um filho, ela não vive, ela sobrevive. Eu estou sobrevivendo a essa dor, a essa angústia, todos os dias da minha vida.”



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