Câncer de mama masculino é raro, mas número de mortes aumenta em Goiás
- pereiraalves4
- 26 de out.
- 2 min de leitura
Apesar de não haver consenso sobre um crescimento real na incidência global, fatores como o envelhecimento populacional, a obesidade, o consumo de álcool e alterações hormonais estão entre os principais elementos que podem contribuir para o aparecimento da doença.
Jornal Opção

Embora o câncer de mama seja uma doença amplamente associada ao público feminino, ele também pode acometer homens — ainda que de forma menos frequente. Para cada 100 casos em mulheres, há de um a dois casos em homens.
Representando cerca de 1% a 2% de todos os casos de câncer de mama, a enfermidade masculina é considerada rara, mas não inexistente, e sua detecção tem se tornado mais comum graças ao aumento da conscientização e ao aprimoramento dos métodos diagnósticos.
Apesar de não haver consenso sobre um crescimento real na incidência global, fatores como o envelhecimento populacional, a obesidade, o consumo de álcool e alterações hormonais estão entre os principais elementos que podem contribuir para o aparecimento da doença.
O grande desafio, no entanto, ainda é o diagnóstico tardio. Muitos homens desconhecem que podem desenvolver câncer de mama e, por isso, tendem a ignorar sintomas iniciais, como nódulos na região peitoral ou alterações no mamilo. Soma-se a isso o estigma social, que associa o câncer de mama exclusivamente às mulheres, dificultando a busca por ajuda médica.
A Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) informou que o número de casos da doença no estado apresentou queda nos últimos três anos. Em 2022, foram registrados 12 casos; em 2023, 9; e em 2024, apenas 7.
No entanto, o número de óbitos decorrentes de complicações da doença aumentou significativamente no mesmo período. Foram 3 mortes em 2022, 4 em 2023 e 12 em 2024.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância da informação, do autoexame e do acompanhamento médico — sobretudo para aqueles com histórico familiar da doença ou mutações genéticas conhecidas, como BRCA1 e BRCA2, além da necessidade de políticas públicas e campanhas que incluam também o público masculino na prevenção e no diagnóstico precoce.

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