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Criança tem parte do cabelo arrancada por professora em creche de Goiânia, denuncia mãe

Laudo do IML confirmou que menina de 3 anos sofreu lesão corporal traumática. Polícia Civil investiga o caso.





G1-Goiás




A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) encaminhou a mãe e a menina ao IML, onde foram constatados hematoma avermelhado na orelha direita e presença de alopecia discreta, mas sem sinais de lesões no couro cabeludo. A conclusão do laudo do IML é de "vestígio de lesão corporal traumática por meio de ação contundente".


'Sensação de impunidade'


Em entrevista, a mãe disse que, assim que a filha contou sobre o ocorrido, ela voltou ao centro educacional e falou com a coordenadora, que disse que não sabia o que tinha acontecido. Quando várias professoras entraram na sala, ela pediu para a filha apontar quem era a profissional, que, nesse momento, disse para a coordenadora a frase "eu posso explicar".


"A coordenadora, então, falou para a professora: 'Não precisa. Se for caso de demissão, você vai ser demitida'. E ela disse que iria olhar nas câmeras e mais nada, disse a mãe.


Passado quase um mês após o caso, a mãe diz que aguarda uma solução. "A minha sensação é de impunidade. A minha filha está sem creche. Até agora não arrumaram uma creche para ela", disse ela, que é mãe solo e desde então tem sido obrigada a levar a filha para o trabalho, em uma escola particular, porque não tem com quem a deixar. Ela afirma que as unidades oferecidas pela SME são muito distantes da sua casa.


Busca por imagens


A mãe afirma que foi à creche, em vários dias, pedir imagens do acontecido, mas a coordenação disse que não há. "Parece que onde aconteceu o fato, que foi no parquinho, não tem câmera. No resto da escola todo tem câmera", afirmou.


Segundo a mãe, no dia seguinte, a professora disse que o machucado tinha acontecido durante uma briga entre a sua filha e outra criança. Mas ela diz que a versão não faz sentido porque outra criança não teria força para arrancar o cabelo e porque, se fosse verdade, a mãe da criança agressora teria sido informada e chamada para conversar, o que nunca aconteceu.


"Eu quero saber se uma criança de 3 anos consegue fazer um estrago todo desse. Desde o primeiro momento, a minha filha falou 'foi a tia'. Ela nunca falou que foi um coleguinha", afirmou.


A Polícia Civil informou que o caso ainda é investigado pela DPCA, que está colhendo o depoimento dos envolvidos. A polícia não disse quais foram as pessoas ouvidas até agora.

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