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Coritiba x Palmeiras marca encontro inédito entre clubes da Série A presididos por mulheres

  • há 23 minutos
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GE


Marianna Libano, presidente do Coritiba, e Leila Pereira, presidente do Palmeiras — Foto: Arte IA


O confronto entre Coritiba e Palmeiras, na quarta-feira, no Couto Pereira, terá um ingrediente histórico no Campeonato Brasileiro. Pela primeira vez na Série A, dois clubes serão representados por presidentes mulheres em uma partida da elite do futebol brasileiro: Marianna Libano e Leila Pereira, em Coritiba e Palmeiras, respectivamente.


O momento simboliza um avanço na ocupação feminina dos principais cargos de gestão do futebol nacional. Enquanto Leila Pereira encerra um ciclo de protagonismo à frente de um dos clubes mais vencedores do país, Marianna Libano vive o segundo ano como presidente eleita do Coritiba, tornando-se também a primeira mulher a comandar o clube.


— É extremamente relevante. Assim como o Coritiba foi pioneiro em outras questões, agora também é nessa. A Leila é, sim, uma inspiração para diversas mulheres no Brasil, inclusive para mim. Ela demonstra toda a força, conhecimento e capacidade que as mulheres sempre tiveram, mas muitas vezes não encontravam portas abertas para chegar a essas posições — afirmou Marianna.


Diferenças entre os cargos


Apesar da coincidência histórica, a dirigente ressalta que Coritiba e Palmeiras vivem momentos distintos em suas trajetórias institucionais. Enquanto o clube paulista chega consolidado entre as principais potências do continente, o Coxa busca reconstrução e estabilidade dentro de um novo modelo administrativo, que reúne SAF e Associação.


Leila Pereira assumiu a presidência do Palmeiras no fim de 2021 e tornou-se a primeira mulher a comandar o clube em mais de um século de história. Reeleita para um segundo mandato, a dirigente consolidou uma das gestões mais vitoriosas do futebol brasileiro.


Durante sua administração, o Palmeiras conquistou títulos de expressão, como o Campeonato Brasileiro, o Campeonato Paulista, a Supercopa do Brasil e a Recopa Sul-Americana, além de manter o clube entre os protagonistas do cenário nacional e sul-americano.


— Nós temos posições diferentes dentro dos clubes. A Leila administra o Palmeiras de forma integral. Aqui, fazemos parte de uma estrutura que hoje envolve também a SAF. São modelos diferentes de gestão e clubes em momentos distintos. O Palmeiras está consolidado nacionalmente. O Coritiba trabalha para voltar a ocupar esse espaço de forma consistente, sem atalhos — explicou.


Marianna também destacou que espera conhecer pessoalmente Leila Pereira durante a passagem da delegação palmeirense por Curitiba. A ideia é aproveitar a ocasião para trocar experiências sobre os desafios da gestão esportiva.


— Espero que ela venha ao Couto. Se a agenda permitir, gostaria de conversar com ela de forma mais tranquila, talvez em um jantar ou em um encontro mais informal. Acho que seria uma troca muito rica. Se não acontecer agora, certamente teremos outras oportunidades — pontuou Marianna.

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