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Copom deve cortar taxa básica de juros da economia pela 5ª vez seguida, para 13,75% ao ano

há 5 horas
2 min de leitura

Projeção de corte nos juros vigora apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo. Em termos reais (descontada a inflação projetada para os próximos doze meses), porém, a taxa ainda é uma das mais altas do mundo.





G1





O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúne nesta quarta-feira (16) e deve promover o quinto corte seguido na taxa básica de juros da economia — de 14% para 13,75% ao ano. Essa é a expectativa da maior parte do mercado financeiro.


🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.


➡️Confirmada em 13,75% ao ano, a Selic atingirá o menor nível desde março de 2025, ou seja, em um ano e meio. O anúncio do Banco Central será feito após as 18h.


  • Mesmo com o corte, em termos reais (descontada a inflação projetada para os próximos doze meses), a taxa ainda é uma das mais altas do mundo.


  • Para o fim do ano, a aposta do mercado financeiro, até o momento, é de que o juro básico fique em 13,75% ao ano — essa seria a última queda neste ano.


➡️A projeção de corte nos juros vigora apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).




Para o banco Itaú, que projeta corte na taxa para 13,75% ao ano nesta quarta-feira, o cenário doméstico continua sendo de moderação da atividade econômica e mercado de trabalho aquecido.


"A inflação corrente (IPCA cheio e núcleos) segue com dinâmica mais benigna, especialmente em alimentos e bens industriais. Expectativas de inflação não apresentaram piora adicional, mas seguem distantes da meta. Por outro lado, o cenário internacional permanece incerto, com pressão recente na curva de juros dos EUA e nova rodada de elevação das tensões no oriente médio, gerando volatilidade nos preços de petróleo", acrescentou a instituição financeira, em comunicado.




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