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Coordenadora clínica de reabilitação é presa suspeita de sequestro, cárcere privado e maus-tratos, em Goiás

Segundo delegado, pessoas que estavam na clínica relataram que foram internadas contra a própria vontade e sem ordem judicial ou parecer médico. Coordenadora de clínica foi presa em flagrante.




G1-Goiás





A coordenadora de clínica de reabilitação foi presa em flagrante por sequestro, cárcere privado e maus-tratos em Caldas Novas, no sul de Goiás. Segundo a Polícia Civil, ação aconteceu após uma denúncia feita por um membro do Ministério Público de Goiás, que constatou irregularidades, como o funcionamento sem alvará dos órgãos de postura e vigilância sanitária.


A prisão da coordenadora da clínica aconteceu na quarta-feira (27). O nome da mulher não foi divulgado.


Segundo o delegado Ualter Ramos, as pessoas que estavam na clínica de reabilitação relataram para polícia que foram internadas contra a própria vontade e sem ordem judicial ou parecer médico. Os internos eram idosos, dependentes químicos e pessoas com deficiência mental. Eles foram deslocados de diversos municípios, entre eles Itumbiara e Goiatuba, e até de outros estados como Minas Gerais e São Paulo.


“Boa parte deles relatavam que os familiares entravam em contato com essas clínicas e, sem qualquer tipo de determinação judicial ou médica, os profissionais iam até a residência dessas pessoas, retiravam eles de lá contra a sua vontade, muitas vezes usando de violência, agressão, forçando os também a ingerir medicamentos, que diminuiu a sua capacidade de resistência”, contou o delegado.


Ainda segundo o investigador, havia internos que relataram estarem na clínica há um ano e eram capturados sob agressão e ingestão forçada de medicamentos, quando havia tentativa de fuga. Os internos também relataram para polícia sobre a quantidade de alimentos fornecidos e da forma de tratamento pelos profissionais, que teriam abusado de instrumentos de disciplina e ordem.


O delegado Ramos informou os familiares de alguns dos internos foram contatados e que o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) intermediou a situação dos internos cujos familiares não foram possíveis encontrar ou disponibilizar recursos para poder retornar para os municípios de origem.

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